A. Pérez Meca - Europa Press - Arquivo
Lara Hernández destaca que Bustinduy é um grande líder, mas que agora o importante é “o porquê, muito mais do que quem”. MADRID 27 fev. (EUROPA PRESS) -
A coordenadora geral do Sumar, Lara Hernández, convidou o Podemos para fazer parte da refundação da aliança dos partidos do parceiro minoritário no governo, uma vez que têm “objetivos comuns”, como derrotar a extrema direita.
Ela também enfatizou que as futuras lideranças desse espaço político são construídas nas ruas e não cabem ao porta-voz do ERC no Congresso, Gabriel Rufián, após indicar como possível candidato dessa coalizão o ministro dos Direitos Sociais, Pablo Bustinduy.
Em declarações à Antena 3, recolhidas pela Europa Press, Hernández sublinhou que, apesar de o Podemos afastar uma possível aliança com o Sumar após a renúncia da vice-presidente segunda, Yolanda Díaz, a ser candidata nas próximas eleições gerais, evidentemente os roxos estão “claramente convidados” a fazer parte do novo projeto na esquerda alternativa ao PSOE.
Ele também considerou uma boa notícia as declarações da eurodeputada e “número dois” do Podemos, Irene Montero, nas quais ela aludia a aceitar o desafio lançado por Rufián para refletir sobre o futuro da esquerda e rearmá-la.
“Estamos avançando na direção certa e isso demonstra que a esquerda está se movendo”, concluiu Hernández, que, por sua vez, não acredita que o “nome” de Díaz tenha sido um “fator” determinante nos obstáculos com o Podemos para forjar alianças. Na verdade, ele recomendou que agora deve prevalecer a “visão ampla” dos partidos e que nenhuma pessoa pode ser um impedimento para uma candidatura unificada da esquerda. NÃO CABE A SUMAR DIZER SE BUSTINDUY DEVE SER CANDIDATO
Quanto à figura do ministro dos Direitos Sociais, Hernández destacou que ele é um líder “maravilhoso” e combativo, que assume a habitação como a principal batalha para esta legislatura.
Quanto à questão de se ele deve ser o candidato da esquerda alternativa nas próximas eleições, Hernández respondeu que isso não deve ser decidido pelo Movimento Sumar “nem por ninguém”, uma vez que as lideranças se constroem nas ruas. “Não é o senhor Gabriel Rufián, nem outras pessoas, que de alguma forma indicam candidatos ou candidatas. A liderança é dos cidadãos”, explicou, acrescentando que ainda há “muito jogo pela frente” e que agora o que importa é “o porquê e o quê, muito mais do que o quem”.
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