A. Pérez Meca - Europa Press - Arquivo
MADRID 3 jan. (EUROPA PRESS) -
A Sumar condenou "sem reservas" os ataques dos Estados Unidos contra a Venezuela, que considera terem sido precedidos de "graves violações" do direito humanitário com o assassinato de supostos narcotraficantes em barcos.
O partido pediu que "o governo espanhol condene essas violações e mobilize a população para evitar que elas se tornem o prólogo de ataques e de uma invasão da Venezuela", algo que, segundo Sumar, "desestabilizaria toda a América Latina".
"Os ataques constituem uma violação muito grave da Carta das Nações Unidas, uma agressão unilateral injustificada, um ato de pirataria imperialista contra um Estado membro das Nações Unidas", acrescentou.
Sumar lembrou que um ataque aéreo coordenado contra quartéis militares em Caracas e outras cidades venezuelanas ocorreu nas primeiras horas da manhã de hoje, sem informações até o momento sobre a extensão dos danos e possíveis vítimas.
Os ataques ocorrem após meses do maior destacamento de navios de guerra e tropas militares dos EUA no Caribe, com Trump ameaçando expressamente invadir a Venezuela para se apropriar de seu petróleo e recursos naturais, citando a cumplicidade do governo de Nicolas Maduro com o narcotráfico como uma desculpa fraca.
OPERAÇÃO MILITAR EM TERRITÓRIO VENEZUELANO
O governo venezuelano denunciou no sábado uma série de ataques aéreos realizados pelos Estados Unidos contra "o território e a população venezuelana em localidades civis e militares" na capital do país, Caracas, e nos estados de Miranda (onde fica a cidade), Aragua e La Guaira, no que condenou como uma "agressão militar muito grave contra o território e a população venezuelana".
Na ausência de um anúncio oficial, fontes da Casa Branca confirmaram à Fox News, sob condição de anonimato, que as forças armadas dos EUA realmente iniciaram uma operação militar em território venezuelano como medida de pressão contra o presidente Nicolás Maduro.
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