Francisco J. Olmo - Europa Press - Arquivo
O Podemos e a IU também exigem o veto e acreditam que a votao na televiso foi uma campanha do governo hebreu e da extrema direita.
MADRID, 19 maio (EUROPA PRESS) -
A coordenadora geral da Sumar, Lara Hernández, apoiou a defesa do presidente do governo sobre a expulso de Israel do Eurovision, embora tenha pedido o rompimento total das relaes diplomáticas e comerciais com o país hebreu.
Por sua vez, tanto a IU quanto o Podemos também defenderam a expulso de Israel do concurso musical, insistindo também no rompimento das relaes com o governo liderado por Benjamin Netanyahu.
O chefe do Executivo defendeu a saída de Israel do Festival Euroviso da Cano na segunda-feira como consequncia de sua ofensiva militar em Gaza, após os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023.
A esse respeito, o líder do Sumar concordou com Sánchez, argumentando que no deveria haver "dois pesos e duas medidas" no Eurovision e que Israel deveria ser expulso do festival, como foi feito com a Rússia após a invaso da Ucrnia.
A SUMAR PEDE MAIS "MEDIDAS CORAJOSAS".
De qualquer forma, ele afirmou que, diante da "hipocrisia" em relao a Gaza que existe na UE, onde se olha "para o outro lado" diante do "genocídio" televisionado ao vivo, Sumar está orgulhoso de que o governo reconhea o Estado palestino.
No entanto, ele acredita que "medidas corajosas" devem ser tomadas e, portanto, declarou que a Espanha tem "a obrigao política e ética" de ir além, propondo a suspenso das relaes diplomáticas e comerciais com Israel.
Quanto posio do PSOE em relao ao projeto de lei do Sumar e do Podemos para proteger um embargo compra e venda de material militar com o governo israelense, Hernández indicou que se referiria opinio do grupo parlamentar do Sumar, embora tenha instado os socialistas a darem seu apoio, já que é necessário proibir todas as operaes comerciais nessa área.
Em seguida, ele se gabou de que Sumar é a "bússola moral" do governo com o povo palestino e também apoiou o envio de uma mensagem pela RTVE sobre a transmisso do Eurovision sobre a situao em Gaza. Ele também se referiu auditoria a ser realizada pela corporao para investigar a votao, em que Israel ficou em primeiro lugar, e apoia a iniciativa da Más Madrid para que os fundos arrecadados possam ser usados para ajuda humanitária aos palestinos.
PODE, A PRESENA DE ISRAEL É UMA "INDECNCIA".
Por outro lado, e por meio das redes sociais, a ex-ministra da Igualdade e número dois do Podemos, Irene Montero, exigiu que o governo rompesse relaes com Israel e aplicasse um embargo efetivo compra e venda de armas.
Em uma coletiva de imprensa, o co-porta-voz e secretário de organizao do Podemos, Pablo Fernández, expressou sua "absoluta rejeio e condenao" participao do "Estado genocida" de Israel no Eurovision.
Ele chamou de "incompreensível" que Israel no apenas tenha permisso para participar desse festival de música, mas que seja protegido e blindado contra "qualquer crítica que receba", como a ameaa de multa dos organizadores do Eurovision RTVE por denunciar a situao do povo palestino antes da apresentao do representante do país hebreu.
"Permitir que ela participe é indecente e imoral", disse Fernández, que também criticou o apoio dado a Israel pela presidente da Comunidade de Madri, Isabel Díaz Ayuso.
Questionado sobre o apoio dado na votao televisiva representante de Israel, o líder purpurado disse que "lhe causa constrangimento" o fato de ela ter obtido a maior pontuao na Espanha e associou isso a uma "campanha orquestrada" da ultradireita para apoiar o "Estado sionista".
ISRAEL ESTÁ USANDO O CONCURSO DE MÚSICA EUROVISION COMO UMA FORMA DE LAVAR SUA IMAGEM.
Enquanto isso, o coordenador federal da IU, Antonio Maíllo, também argumentou que Israel deveria ser expulso do Eurovision e criticou os "dois pesos e duas medidas" aplicados pela organizao do concurso (a Unio Europeia de Radiodifuso) por vetar a Rússia e no fazer o mesmo com o país hebreu diante de sua ofensiva em Gaza, que continuou com bombardeios na mesma noite em que o recital musical estava sendo realizado.
Para Maíllo, Israel usa o Eurovision como uma "operao de propaganda" e uma "tentativa de limpeza cultural", o que torna necessário abordar uma reforma profunda do festival.
O líder da IU saudou o fato de a RTVE no ter se deixado "intimidar" pelo "bullying" de Israel e pelas ameaas de multas da EBU. Como resultado, ele suspeitou que o televoto é financiado pelo estado "sionista" e é um "voto falso" que no se encaixa na solidariedade demonstrada pela Espanha em relao a Gaza.
Por fim, ele argumentou que o governo também deveria romper todas as relaes diplomáticas com Israel enquanto o país continuar a praticar o "genocídio" contra o povo palestino.
MAIS MADRID PEDE QUE O DINHEIRO DO TELEVOTO SEJA DESTINADO A GAZA
Tesh Sidi, membro do Más Madrid no Congresso Espanhol e membro do grupo Sumar, pediu RTVE e ao governo que expliquem e sejam transparentes sobre a transmisso do voto televisivo na Espanha durante o Festival Euroviso da Cano e que esclaream se houve alguma interferncia ou manipulao, depois que Israel obteve a maior pontuao concedida pelos fs, 12 pontos, pelo segundo ano consecutivo.
Também prope que os fundos arrecadados pela RTVE por meio do televoto - cerca de 200.000 euros em 2024 - sejam usados "total ou parcialmente" para ajuda humanitária em Gaza. Especificamente, prope a canalizao desses recursos por meio da Agncia das Naes Unidas de Assistncia aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA), dada a grave situao humanitária na regio.
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