Publicado 17/06/2026 10:48

A Suíça mobilizará 2.000 militares e imporá restrições aéreas para a assinatura do acordo entre os EUA e o Irã

O governo ressalta que o plano será complementar ao que for implementado pelas autoridades do cantão de Nidwalden

Archivo - Arquivo - Bandeira da Suíça (arquivo)
Nick Potts/PA Wire/dpa - Arquivo

MADRID, 17 jun. (EUROPA PRESS) -

As autoridades suíças anunciaram nesta quarta-feira o envio de 2.000 militares e a imposição de restrições aéreas na região da localidade de Burgenstock, às margens do Lago de Lucerna, com vistas à cerimônia prevista para esta sexta-feira para a assinatura do memorando de entendimento firmado entre os Estados Unidos e o Irã.

Assim, destacou que o destacamento de segurança aprovado pelo Conselho Federal “faz parte de um serviço de assistência para apoiar as autoridades civis”, antes de ressaltar que “esse destacamento é subsidiário e complementa as medidas de segurança” já planejadas pelas autoridades locais.

O Executivo informou que as autoridades do cantão de Nidwalden solicitaram “apoio federal” para o evento, antes de especificar que esses 2.000 militares “apoiarão a Polícia Cantonal de Nidwalden, especialmente por meio de tarefas de proteção de bens, vigilância, reconhecimento, transporte e logística”.

Por outro lado, indicou que serão impostas “restrições temporárias” no espaço aéreo ao redor de Burgenstock, algo que descreveu como “uma medida necessária para garantir a segurança do encontro”, que contará com a presença de “altas autoridades” dos Estados Unidos, do Irã, do Paquistão e do Catar.

“A Suíça é obrigada a garantir a proteção das pessoas amparadas pelo Direito Internacional”, afirmou em um comunicado, no qual detalhou que essas restrições permanecerão em vigor entre os dias 18 e 20 de junho e serão aplicadas em um raio de 46 quilômetros a partir da montanha de Burgenstock.

“Em consonância com sua missão principal, a Força Aérea suíça fornecerá vigilância aérea e maior vigilância do espaço aéreo”, concluiu, no âmbito dos preparativos para a assinatura do referido documento, primeiro passo rumo ao fim do conflito em curso no Oriente Médio, desencadeado pela ofensiva lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã.

O Paquistão, que atuou como mediador, anunciou no domingo um memorando de entendimento entre Washington e Teerã — confirmado por ambas as partes — para pôr fim à guerra em curso no Oriente Médio devido à referida ofensiva, iniciada em meio a negociações entre os Estados Unidos e o Irã para chegar a um novo acordo nuclear.

As partes confirmaram que a assinatura do memorando de entendimento ocorrerá na sexta-feira na Suíça, após o que se iniciará um processo de 60 dias para negociar os detalhes de um acordo de paz definitivo, em meio a advertências do Irã sobre os ataques de Israel contra o Líbano, que o país considera uma violação do que foi acordado com Washington.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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