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MADRID 19 ago. (EUROPA PRESS) -
A Suíça anunciou nesta terça-feira que concederá imunidade ao presidente russo, Vladimir Putin, caso ele decida participar da cúpula com seu colega ucraniano, Volodymyr Zelenski, que pretende realizar no país apesar do mandado de prisão emitido contra ele pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) pela deportação forçada de crianças ucranianas.
"Estamos prontos para realizar essa reunião. Sempre expressamos nossa disposição, mas é claro que isso depende da vontade das grandes potências", disse o ministro suíço das Relações Exteriores, Ignazio Cassis, durante uma coletiva de imprensa com seu colega italiano, Antonio Tajani, em Berna.
Nesse sentido, ele explicou que a cúpula poderia ser realizada na Suíça graças ao papel "especial" que Genebra tem como sede europeia das Nações Unidas, apesar do fato de que o país é obrigado a cumprir as decisões do TPI, com sede em Haia.
O ministro suíço das Relações Exteriores também disse que Berna tem se preparado para a cúpula e afirmou que o evento poderia ocorrer "em um prazo muito curto", conforme relatado pela emissora pública SRF.
Isso ocorre depois que o presidente francês Emmanuel Macron propôs a Suíça como o país anfitrião da cúpula entre os dois líderes por causa de seu caráter "neutro", depois de se reunir com Zelenski, o presidente dos EUA, Donald Trump, e outros líderes europeus em Washington na segunda-feira.
Trump, o principal promotor dos atuais esforços diplomáticos para pôr fim ao conflito na Ucrânia, limitou-se, por enquanto, a dizer que já começaram os preparativos para a cúpula entre Putin e Zelenski e a delinear um formato que começaria com uma reunião bilateral entre os líderes russo e ucraniano, depois aberta a três, com o inquilino da Casa Branca sentado à mesa.
Em março de 2023, pouco mais de um ano após o início da guerra na Ucrânia, o TPI emitiu um mandado de prisão para Putin e sua comissária de direitos das crianças, Maria Lvova-Belova, por um suposto crime de guerra pela deportação forçada de crianças ucranianas de áreas capturadas por Moscou para o território russo.
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