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MADRID 11 fev. (EUROPA PRESS) -
Steve Bannon, ex-conselheiro de Donald Trump, se declarou culpado na terça-feira por ter cometido uma fraude na arrecadação de fundos para uma campanha a favor da construção de um muro na fronteira com o México, para não ter que ir para a prisão.
A acusação contra Bannon remonta a setembro de 2022 e, embora o ex-conselheiro tenha inicialmente se declarado inocente, ele finalmente mudou de ideia para evitar os possíveis efeitos de um julgamento que deveria começar em 4 de março, informa a ABC News.
O acordo envolveu a imposição de uma sentença de três anos de liberdade condicional, período durante o qual Bannon não poderá liderar nenhuma organização ou angariador de fundos. O juiz também ordenou que ele não usasse nenhum dos dados coletados durante a campanha 'We Build the Wall'.
A condenação de terça-feira eleva para dois o número de condenações criminais contra Bannon, que passou quatro meses na prisão em 2024 por desacato ao Congresso depois de não testemunhar perante o comitê de legisladores que examinava o ataque ao Capitólio em janeiro de 2021.
A campanha prometeu que todas as doações seriam destinadas à construção do muro, mas Bannon acabou redirecionando esses fundos. Uma das principais mensagens era que o presidente do grupo, Brian Kolfage, não recebia dinheiro, mas os documentos mostram um acordo secreto pelo qual ele recebia um pagamento inicial de US$ 100.000 e um salário mensal de cerca de US$ 20.000.
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