O presidente alemão, no entanto, defende a integração da ordem jurídica internacional à "identidade" alemã em algum momento.
BERLIM, 28 jun. (DPA/EP) -
O presidente alemão Frank-Walter Steinmeier expressou sua esperança de que a Alemanha não seja forçada a "colocar o direito internacional à prova" no caso de uma possível visita ao país do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, que é alvo de um mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional por supostos crimes de guerra e crimes contra a humanidade na ofensiva militar contra a Faixa de Gaza.
Em trechos de uma entrevista com a Deutschlandfunk, que será transmitida nas próximas horas, o presidente alemão abordou os comentários caóticos do chanceler conservador Friedrich Merz, que em alguns momentos criticou duramente a campanha militar de Israel em Gaza e em outros aplaudiu o recente bombardeio de Israel contra o Irã.
De fato, logo após vencer as eleições no início deste ano, Merz chegou a anunciar que havia prometido ao primeiro-ministro israelense que faria todo o possível para garantir que ele pudesse visitar a Alemanha sem medo de ser preso, algo que Berlim é obrigada a fazer como membro do ICC. "Acho completamente absurdo que um primeiro-ministro israelense não possa visitar este país", disse ele em comentários relatados pela Deutsche Welle.
Steinmeier se expressou de forma ambígua, primeiro afirmando que "a Alemanha deve integrar a ordem jurídica internacional em sua própria identidade", apenas para descrever a possível visita de Netanyahu como "um apelo para não ignorar a lei internacional, mas para evitar colocá-la à prova neste caso".
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático