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MADRID 12 jun. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, reiterou sua intenção de permanecer no cargo após a nova crise em seu gabinete, provocada pela renúncia do ministro da Defesa, John Healey, devido a divergências sobre os gastos militares.
"Quero cumprir a missão para a qual fui eleito ao assumir o governo. Sempre afirmei que não vou renegar o compromisso que assumi em 2024 de servir ao meu país, nem o mandato que recebi do povo britânico para fazê-lo”, declarou o líder britânico em entrevista à emissora de televisão BBC.
Nesse sentido, ele ressaltou que não mudará de opinião e insiste em sua vontade de continuar à frente do Executivo e do Partido Trabalhista. “Acredito que seja muito importante continuarmos garantindo que faremos o que é certo”, afirmou.
De qualquer forma, num momento em que sua liderança interna é questionada, Starmer rejeitou a abertura de um processo de primárias, algo que, em sua opinião, “mergulharia o país no caos”, embora tenha insistido que, caso tal processo seja aberto, “lutará” para manter a liderança trabalhista. “Não se trata de vaidade pessoal, nem de teimosia, mas de um senso de dever muito profundo”, concluiu.
Quanto aos motivos da saída de Healey, o líder britânico rejeitou as acusações de que o Exército britânico esteja subfinanciado e destacou que as questões de gastos militares são “decisões contundentes”, ressaltando que o Reino Unido se considera “um membro de destaque” da OTAN.
Assim, ele ressaltou que a questão dos gastos com Defesa é a “prioridade número um” de seu Executivo, adiantando que enfrenta uma série de “revisões orçamentárias pela frente”, “antes do fim desta legislatura”.
O ministro da Defesa do Reino Unido, John Healey, apresentou sua demissão no contexto de uma disputa sobre os gastos militares no país, criticando que não estão sendo alocados os recursos necessários para a defesa do território britânico. Pouco depois, o vice-ministro das Forças Armadas britânicas, Al Carns, também anunciou sua saída do gabinete de Starmer.
Em meio à disputa entre os ministérios da Defesa e das Finanças sobre como lidar com uma expansão dos gastos militares, o que atrasou o Plano de Investimento em Defesa, Healey anunciou sua saída do Executivo após lamentar que “esta nova era de defesa exigia mais investimentos” por meio desse plano.
Em uma crítica direta ao primeiro-ministro, o ministro da Defesa criticou que Starmer “não foi capaz”, “e o Tesouro não se mostrou disposto”, a destinar os recursos que “a nação precisa para defender o país neste momento de ameaças crescentes”.
Em meio a essa revisão, Starmer havia adiantado que o plano de investimento militar nacional estaria pronto para a cúpula da OTAN, que será realizada daqui a um mês em Ancara, insistindo que a ameaça da Rússia justifica o aumento dos gastos com defesa, um passo necessário para garantir a proteção do país.
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