Europa Press/Contacto/Wiktor Szymanowicz
MADRID, 21 jun. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, passa neste fim de semana por um período crucial de reflexão ao lado da família em sua residência de campo em Chequers, enquanto crescem os rumores sobre a possibilidade de que, nesta segunda-feira, ele acabe cedendo após semanas de pressões — inclusive por parte de ministros — e anuncie sua renúncia.
A derrota do Partido Trabalhista nas últimas eleições municipais e o retorno à cena de seu grande rival (e muito provavelmente sucessor, caso haja renúncia) Andy Burnham abalaram de forma praticamente irreparável a imagem de Starmer. A emissora britânica Sky News, citando fontes próprias, informou neste domingo que a ministra das Relações Exteriores, Yvette Cooper, foi a última integrante do gabinete a recomendar ao primeiro-ministro que deixasse o cargo.
Em uma entrevista anterior à mesma emissora, o ministro de Negócios, Peter Kyle, desmentiu os rumores sobre a renúncia iminente de Starmer. “Não tenho motivos para acreditar que sejam verdadeiros”, disse ele, embora tenha confirmado que Starmer “está dedicando um tempo para refletir sobre as realidades, os desafios e as oportunidades políticas”.
De acordo com fontes da emissora, as ministras Heidi Alexander (Transportes) e Shabana Mahmood (Interior), bem como o ministro da Energia, Ed Miliband, também pediram a Starmer que deixasse o cargo.
Starmer, por sua vez, mantém um silêncio absoluto com sua família e só apareceu brevemente nas redes sociais para parabenizar os britânicos pelo Dia dos Pais. “Ser pai é minha maior alegria. Hoje, estou pensando no meu pai e no pai que sou para meus filhos graças a ele. Feliz Dia dos Pais”, afirmou.
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