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Defende a "reconstrução" das relações com a Europa para oferecer mais oportunidades aos jovens
MADRID, 11 maio (EUROPA PRESS TELEVISÃO) -
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, reconheceu nesta segunda-feira a “frustração” em relação à sua figura, após os maus resultados do Partido Trabalhista nas eleições municipais, embora tenha recusado renunciar e apostado em reverter a situação, após enfatizar que sua saída apenas “mergulharia o Reino Unido no caos”.
“Há frustração em todo o país com o ‘status quo’, que não está funcionando. Há frustração porque a política não está funcionando para muitas pessoas. E sim, também há certa frustração comigo; eu reconheço”, afirmou Starmer em uma coletiva de imprensa na qual abordou o colapso de seu partido nas eleições locais, nas quais o partido de extrema direita, Reform, liderado por Nigel Farage, ganhou terreno.
De qualquer forma, o primeiro-ministro britânico destacou que esse sentimento vem se “acumulando há muitos anos entre pessoas que sentem que suas vidas não estão melhorando”, por isso insistiu em reverter a situação, tanto no governo quanto em seu próprio partido, onde esses resultados voltaram a colocar em dúvida sua liderança.
“Não vou esconder o fato de que tenho detratores, inclusive dentro do meu próprio partido. E também não vou esconder o fato de que tenho que provar a eles que estão errados. E vou fazer isso”, afirmou, lembrando que seus críticos dentro do Partido Trabalhista também duvidaram de sua capacidade de vencer as eleições em julho de 2024. “Havia quem dissesse que não poderíamos mudar este partido e transformá-lo em um partido capaz de vencer eleições. E eu provei que estavam errados”, garantiu.
De qualquer forma, Starmer descartou sua renúncia, apontando que a constante troca de líderes do Executivo durante o governo do Partido Conservador, com quatro primeiros-ministros em cinco anos, entre 2019 e 2024, só piorou a situação dos cidadãos britânicos.
"Assumo a responsabilidade por não ter me demitido, por não ter mergulhado nosso país no caos em que os conservadores o afundaram repetidamente, um caos que causou danos duradouros a este país", indicou ele, para ressaltar que aos trabalhistas "nunca seria perdoado infligir isso novamente ao país".
RECUPERAR A ILUSÃO E APROXIMAR-SE DA EUROPA
Em seu discurso, Starmer reconheceu que parte da crise de imagem que seu governo enfrenta se deve ao fato de os jovens terem virado as costas ao governo depois de terem sido “muito decepcionados”, tanto em questões de oportunidades de trabalho quanto de acesso à moradia.
Assim sendo, ele apontou para a necessidade de oferecer “esperança” aos jovens de que podem contar com um “futuro melhor”, sinalizando, para isso, uma maior aproximação à Europa para que “possam trabalhar, viajar e estudar” de uma forma que até agora não foi possível após a saída do Reino Unido da União Europeia, que se concretizou no início de 2020.
“O último governo foi marcado pelo rompimento de nossa relação com a Europa. Este governo trabalhista será marcado pela reconstrução de nossa relação com a Europa, por colocar a Grã-Bretanha no coração da Europa”, afirmou, defendendo que essa postura fortalecerá a economia, o comércio e a defesa do Reino Unido.
Starmer defendeu como a “aposta trabalhista” estar “lado a lado” com os países que “mais compartilham os interesses e valores”. “Para nossos jovens, isso significa também algo mais, porque o Brexit lhes tirou a possibilidade de trabalhar, estudar e viver facilmente na Europa”, afirmou.
O líder trabalhista indicou, assim, que na próxima cúpula com a UE, ainda sem data marcada, marcará “uma nova direção”. “Quero oferecer algo melhor aos nossos jovens, devolver-lhes essa esperança, essa liberdade e esse senso de possibilidades”, sublinhou, apontando que “um ambicioso programa de experiências para jovens” faça parte do novo acordo com a UE, tendo definido esse programa como “símbolo de uma relação mais forte e de um futuro mais justo com os aliados mais próximos”.
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