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MADRID, 17 abr. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, anunciou que comparecerá na segunda-feira perante o Parlamento britânico para explicar por que o embaixador do país nos Estados Unidos, Peter Mandelson, assumiu o cargo apesar de não ter sido aprovado na avaliação de segurança que os diplomatas devem cumprir para garantir que seu desempenho não seja condicionado por interesses alheios ao país.
O mais recente escândalo envolvendo Mandelson, que chegou a ser detido em fevereiro por suas ligações com o falecido empresário e traficante sexual norte-americano Jeffrey Epstein, levou à demissão, nesta quinta-feira, do subsecretário de Relações Exteriores Olly Robbins e fez com que Starmer tivesse que dedicar parte de sua visita à França nesta sexta-feira a responder à mídia sobre essa questão.
Em uma breve aparição, Starmer se declarou “absolutamente furioso” com o fato de que ninguém do governo foi informado de que Mandelson havia sido reprovado nessa avaliação. “Acho imperdoável que não tenham me dito nada”, lamentou o primeiro-ministro britânico, “enquanto, ao mesmo tempo, eu estava informando ao Parlamento que todo esse processo havia sido conduzido de acordo com a lei”.
“Não só não me disseram nada a mim: não disseram nada a nenhum ministro”, acrescentou Starmer, razão pela qual declarou sua intenção de comparecer na segunda-feira perante o Parlamento para “explicar todos os fatos pertinentes, em nome da verdadeira transparência, para que o Parlamento tenha uma visão completa” do ocorrido. Robbins, de fato, também foi convocado pelo Parlamento britânico para responder na próxima terça-feira sobre o ocorrido.
Tudo isso ocorre em meio a inúmeros apelos nas últimas horas para que Starmer apresente sua renúncia imediata, dada a magnitude do ocorrido, desde os formulados por Kemi Badenoch, líder do Partido Conservador e líder da oposição, até o primeiro-ministro da Escócia, John Swinney.
O líder do Partido Liberal Democrata, Ed Davey, juntou-se aos apelos e ressaltou que, se Starmer mentiu sobre o veto do Ministério das Relações Exteriores a Mandelson, “ele tem que sair”. “O Partido Trabalhista prometeu limpar a política e agora está sendo tão ruim quanto os conservadores”, criticou ele em uma mensagem nas redes sociais.
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