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MADRID 13 abr. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, reiterou nesta segunda-feira que o Reino Unido não apoia o bloqueio do Estreito de Ormuz ordenado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após o fracasso das negociações com o Irã em Islamabad.
Em declarações à emissora BBC Radio 5, Starmer enfatizou que o governo britânico “não apoia o bloqueio” dos portos iranianos e reiterou que sua posição passa pela abertura da passagem estratégica no Golfo Pérsico, pois “é a maneira de fazer com que o preço da energia caia o mais rápido possível”.
Assim, ele confirmou que as capacidades militares britânicas de remoção de minas navais estão na zona, mas “não se envolverão em questões operacionais” para promover o bloqueio do estreito.
Nesse sentido, defendeu que “o mais importante” para resolver a crise é reunir a coalizão de mais de 40 países liderada pela França e pelo Reino Unido para, por meio da mobilização coletiva, restabelecer a livre passagem em Ormuz, palco de confrontos bélicos no contexto da guerra no Irã.
Embora tenha apontado Teerã como responsável por causar perturbações no tráfego marítimo na zona, ele insistiu que o Reino Unido não participará da guerra no Irã, uma posição que lhe rendeu críticas por parte dos Estados Unidos. “Minha decisão foi muito clara: seja qual for a pressão — e tem havido uma pressão considerável —, não nos deixaremos arrastar para a guerra”, indicou, ressaltando que isso não é do interesse nacional britânico.
Londres e Paris optaram, diante das pressões de Trump por uma missão naval que reabra a passagem, por estabelecer uma coalizão que estude “ferramentas diplomáticas, econômicas e de pressão” para recuperar a livre navegação.
A falta de acordo em Islamabad entre as delegações dos Estados Unidos e do Irã neste sábado foi seguida por um anúncio de Trump sobre um bloqueio ao estreito de Ormuz, incluindo ameaças de interceptar “em águas internacionais” qualquer navio que tenha pago ao Irã para atravessar essa passagem estratégica, uma postura duramente criticada por Teerã.
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