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MADRID 2 abr. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, declarou que, nesta fase, "nada está descartado" em relação a possíveis decisões sobre as tarifas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, levando em conta também que, no caso britânico, ainda existe uma dualidade comercial que tem a Irlanda do Norte como protagonista.
"A guerra comercial não beneficia ninguém", insistiu Starmer na quarta-feira, durante uma aparição parlamentar na qual se limitou a adiantar que Londres responderá de forma "calma" e "pragmática" ao que Trump possa anunciar de Washington.
Starmer também destacou que está observando "de perto" como a Irlanda do Norte, um território que retém certos benefícios comerciais em suas relações com a UE após o Brexit para evitar o que veio a ser conhecido como uma "fronteira dura", poderia ser afetada.
De fato, e enquanto se aguardam detalhes, pode haver um paradoxo em que os produtos americanos que entrarem na Irlanda do Norte estarão sujeitos às tarifas previstas para a UE, mas não para os que chegarem à Inglaterra, País de Gales ou Escócia, informa a BBC.
Por outro lado, o primeiro-ministro britânico destacou que seu governo continua a manter contatos "construtivos" para avançar em um acordo de livre comércio com os Estados Unidos e que as negociações estão "progredindo", apesar de não haver sinais de que um acordo será alcançado em curto prazo.
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