Europa Press/Contacto/Wiktor Szymanowicz
MADRID 12 maio (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, comunicou nesta terça-feira ao seu gabinete a intenção de continuar à frente do Executivo britânico, apesar das crescentes pressões internas, com mais de 70 deputados trabalhistas exigindo sua saída e a primeira demissão no seio de seu governo.
“Como disse ontem, assumo a responsabilidade por esses resultados eleitorais e assumo a responsabilidade de cumprir a mudança que prometemos”, afirmou Starmer na reunião de seu governo em Downing Street, segundo informou a emissora britânica BBC.
Diante dos membros de seu Executivo, ele reconheceu que as últimas 48 horas, em plena revolta interna, foram “desestabilizadoras” para seu Executivo, mas, de qualquer forma, negou sua saída, enfatizando que o Partido Trabalhista “tem um processo para destituir um líder” e “esse processo não foi acionado”.
“O país espera que continuemos governando. É isso que estou fazendo e o que devemos fazer como gabinete”, enfatizou, segundo informações da emissora pública britânica.
Essa mensagem surge em um momento em que se multiplicam os deputados trabalhistas que exigem sua renúncia e que, segundo estimativas da mídia britânica, chegam a 76, perto do quórum mínimo de 81 necessário para iniciar um processo de mudança de liderança.
A esses movimentos somou-se a renúncia da até então ministra da Descentralização, Fé e Comunidades, Miatta Fahnbulleh, a primeira integrante do governo britânico a deixar o cargo em meio às crescentes pressões internas contra Starmer.
A última crise interna enfrentada por Starmer surge após o colapso sofrido por seu partido nas eleições locais da última quinta-feira, nas quais o partido de extrema direita Reform, liderado por Nigel Farage, ganhou terreno.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático