Publicado 23/10/2026 23:44

A sociedade civil manifesta sua preocupação com a “censura” nas redes sociais perante o Tribunal Eleitoral

18 de outubro de 2026: RIO DE JANEIRO, BRASIL. 18 de outubro de 2026. COMÍCIO DE LULA. O cantor Caetano Veloso recebe artistas convidados em um comício pelo candidato Luiz Inácio “Lula” da Silva na Praia de Copacabana, na Zona Sul da cidade, neste domingo
Ellan Lustosa / Zuma Press / Europa Press

MADRID 24 out. (EUROPA PRESS) -

Várias organizações da sociedade civil brasileira manifestaram, nesta sexta-feira, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sua preocupação com os riscos de “censura” por parte das plataformas que operam nas redes sociais, em plena reta final das campanhas para o segundo turno das eleições presidenciais do próximo domingo, no qual se enfrentam o presidente Lula da Silva e o candidato da extrema direita, Flávio Bolsonaro.

A declaração apresentada ao TSE foi assinada por 50 organizações sociais, movimentos populares e sindicatos que fazem parte do DiraCom — uma entidade que atua em defesa do direito à comunicação.

As organizações acusaram as plataformas digitais, como a Meta ou o X, de “falta de transparência” na moderação e distribuição de conteúdos, afirmando que essas “forças poderosas estão agindo contra as eleições no Brasil” e que buscam “desestabilizar a integridade do processo eleitoral e impedir o exercício livre e soberano do voto”, em um comunicado divulgado pela agência estatal brasileira.

Assim, usuários, comunicadores e perfis políticos denunciaram ter sido alvo de “suspensões de contas” e de uma “redução do alcance” de suas publicações. Além disso, foi mencionada a desativação da ferramenta de publicidade na conta oficial do candidato à reeleição, Lula da Silva.

Nesse sentido, as associações expressaram sua preocupação com as decisões tomadas pelo presidente do TSE, o juiz Kassio Nunes, citando sua tentativa de suspender o canal do WhatsApp chamado “Exército de Lula”.

Na petição apresentada ao inspetor-geral do Tribunal Eleitoral, as organizações argumentaram que as medidas do TSE contra a desinformação devem “basear-se em provas, no respeito ao devido processo legal e na liberdade de expressão”.

PROIBIÇÃO DA SUSPENSÃO DO CANAL “EXÉRCITO DE LULA”

O juiz do TSE, Floriano de Azevedo, decidiu nesta sexta-feira que o canal “Exército de Lula” não pode ser suspenso nem restringido novamente pelo Tribunal, garantindo que apenas o plenário “pode decidir sobre qualquer suspensão do canal”.

A campanha do presidente Lula da Silva apresentou uma liminar ao TSE, depois que o presidente do TSE aceitou, nesta quinta-feira, o pedido da campanha de Flávio Bolsonaro e ordenou uma “revisão exaustiva” das publicações do canal, criado pelo deputado André Janones e que conta com quase dez milhões de inscritos.

O magistrado Azevedo Marques explicou que a intenção de Flávio era “suspender as atividades do canal”, embora esse pedido não seja mencionado explicitamente no requerimento em que se solicitava a “revisão exaustiva”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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