Publicado 11/05/2026 13:32

Smotrich insta Netanyahu a transferir o controle de mais territórios da Cisjordânia

Archivo - Arquivo - 3 de junho de 2024, Jerusalém Ocidental, Israel: O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotric, dirige-se aos familiares dos israelenses mantidos como reféns durante o comício. Familiares e amigos dos israelenses mantidos como ref
Europa Press/Contacto/Saeed Qaq - Arquivo

Denuncia a “hipocrisia europeia” por abrir caminho para sanções contra colonos violentos

MADRID, 11 maio (EUROPA PRESS) -

O ministro das Finanças de Israel e líder do partido ultranacionalista Partido Sionista Religioso, Bezalel Smotrich, instou o primeiro-ministro do país, Benjamin Netanyahu, a aprovar ainda nesta segunda-feira uma transferência de territórios das zonas A e B, administradas pela Autoridade Palestina, para a Zona C, com maior controle israelense, em resposta à autorização da União Europeia (UE) para sancionar colonos violentos.

“Apresentei ao primeiro-ministro um plano para a transferência de zonas estratégicas da Judeia e Samaria (Cisjordânia) das zonas A e B para a Zona C. Exorto o primeiro-ministro a responder a isso com uma reunião do Conselho de Ministros ainda esta tarde para aprová-lo”, afirmou Smotrich em uma mensagem publicada nas redes sociais.

De acordo com os acordos entre palestinos e israelenses que criaram, em 1994, a Autoridade Nacional Palestina, esta detém o controle administrativo e de segurança da Zona A — 3% da Cisjordânia —, enquanto a Zona B — 30% da Cisjordânia — está sob controle administrativo palestino e controle de segurança israelense, e a Zona C está totalmente sob controle israelense.

O influente político de extrema direita criticou uma “hipocrisia europeia” que “bate recordes” e alertou que “é preciso deixar claro para o mundo que quem tentar enfraquecer nosso controle sobre a Judeia e Samaria conseguirá exatamente o contrário”.

Para Smotrich, a Cisjordânia é “o cinto de segurança de Israel” e ele denunciou que a UE “tenta transformar o conflito nacional contra o terrorismo palestino em algo criminoso”. “Vamos continuar reforçando os assentamentos, aprofundando nosso controle sobre a Terra de Israel e combatendo o terrorismo sem medo”, argumentou.

Nesta segunda-feira, os 27 deram o passo de aprovar sanções contra colonos responsáveis por atos de violência contra palestinos, em uma manobra comemorada pela própria Alta Representante para a Política Externa, Kaja Kallas, que afirmou que “era hora de passar do bloqueio à ação” porque “os extremismos e a violência têm consequências”, em alusão aos despejos, demolições, confiscações e transferências forçadas de palestinos da Cisjordânia por parte dos colonos israelenses.

O acordo, que agora deve ser concretizado no plano jurídico, foi fechado após se alcançar a unanimidade de todos os Estados-membros no Conselho de Relações Externas (CAE) realizado nesta segunda-feira em Bruxelas, uma decisão que a própria Kallas havia solicitado horas antes, depois que na última reunião de ministros não se chegou a nenhum acordo para sancionar Israel por sua ofensiva contra a Palestina e o Líbano.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado