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MADRID 20 abr. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Finanças de Israel, o ultradireitista Bezalel Smotrich, instou neste domingo o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, a ocupar e colonizar completamente a Faixa de Gaza, vinculando o fim da ofensiva contra o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) no enclave palestino a uma expansão territorial, a menos que o grupo desmilitarize a totalidade do mesmo.
“Em vez de entregar território ao inimigo”, Israel deve “arrancá-lo”, declarou Smotrich, argumentando que, a menos que o Hamas cumpra a exigência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de desarmar e desmilitarizar o enclave, Netanyahu deveria “ordenar às Forças de Defesa de Israel (IDF) que se preparem imediatamente para a ocupação total da Faixa de Gaza e dos campos centrais, para estabelecer o controle israelense sobre todo o território da Faixa e para fundar assentamentos israelenses ali”.
Segundo o jornal “The Times of Israel”, o ministro de extrema direita afirmou, a esse respeito, que “sem assentamentos, não haverá segurança”, antes de acrescentar que a guerra “deve terminar com a expansão das fronteiras do Estado de Israel”.
Além disso, ele criticou a oposição por, segundo ele, exigir que as conquistas militares de Israel se traduzam em conquistas políticas e diplomáticas, o que equiparou a “rendição e derrota”, em contraste com seu objetivo: uma solução que “consolide as conquistas militares e amplie as fronteiras do Estado para transformá-las em fronteiras defensáveis”.
Smotrich se pronunciou dessa forma em uma comemoração do reassentamento de Sa Nur, na Cisjordânia, evacuado durante a retirada de Gaza e do norte da Cisjordânia em 2005 e legalizado pelo governo israelense juntamente com outras duas dezenas em maio de 2025, a maior medida desse tipo até então. No total, Israel deu luz verde no ano passado a um total de 41 novos assentamentos.
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