MADRID 29 jul. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, acusou a Holanda de se render às "mentiras do Islã" depois de ser declarado persona 'non grata' junto com o chefe de Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, ambos representantes da ala mais extrema direita do governo de Benjamin Netanyahu.
Smotrich acredita que "a julgar pela hipocrisia da Europa e pela rendição de seus líderes ao Islã radical", bem como pelo "crescente antissemitismo", os judeus não poderão viver em segurança no futuro, nem na Holanda nem no resto do continente.
"Dedico minha vida ao futuro e à segurança de Israel e continuarei a fazê-lo até onde sei, mesmo que isso signifique enfrentar o mundo inteiro", protestou Smotrich, cujas ações fazem parte de sua visão de deixar um Israel seguro para "as próximas décadas e séculos".
O governo holandês decidiu colocar os dois ministros em sua lista de "estrangeiros indesejáveis" porque eles "incitaram repetidamente a violência dos colonos contra a população palestina, defenderam a expansão de assentamentos ilegais e pediram uma limpeza étnica na Faixa de Gaza".
A Holanda também enfatizou em sua declaração que Smotrich não deve retirar a isenção bancária nos territórios palestinos ocupados, como pretende, e deve transferir as receitas dos assentamentos para a Autoridade Palestina, bem como sua meta de limitar as exportações de armas para Israel.
Ele também reiterou que, se a Comissão Europeia concluir que Israel não está cumprindo os tratados de direitos humanos da UE, a Holanda defenderá "medidas significativas", como a suspensão de acordos comerciais.
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