Publicado 14/10/2025 02:22

O sistema judiciário do Peru ordena a reintegração de Delia Espinoza como procuradora-geral do país.

Archivo - 1º de agosto de 2025, Lima, PERU: LIMA 1 DE AGOSTO DEL 2025..LA FISCAL DE LA NACION, DELIA ESPINOZA, RINDE BALANCE OBTENIDOS POR EL DESPACHO FISCAL .FOTOS BRITANIE ARROYO DUEÑAZ
Europa Press/Contacto/El Comercio - Arquivo

MADRID 14 out. (EUROPA PRESS) -

O sistema judiciário peruano ordenou na segunda-feira a reintegração da procuradora-geral do país, Delia Espinoza, semanas depois de ela ter sido suspensa pela Junta Nacional de Justiça (JNJ), após se recusar a devolver o cargo à sua antecessora, Patricia Benavides, anteriormente afastada pelo mesmo órgão por suposta corrupção.

O Nono Tribunal Constitucional decidiu a favor de Espinoza, que solicitou medidas cautelares contra uma suspensão de seis meses ordenada contra ela, e anulou a resolução que ordenou a incorporação de Benavides ao Gabinete do Procurador. Como resultado, Espinoza reassumirá temporariamente seu cargo até que uma sentença final seja emitida nesse caso.

O juiz Juan Torres considerou que a resolução da JNJ violou o devido processo legal e careceu de apoio jurídico, tendo sido assinada apenas pelo presidente da JNJ, Gino Ríos, sem o acordo unânime de seus membros, um requisito estabelecido pela lei peruana.

Em seu relatório, divulgado pelo jornal 'La República', o magistrado também alegou que a decisão de reintegrar Benavides não foi devidamente justificada.

Após tomar conhecimento da decisão, Espinoza garantiu que iria "reorganizar a casa". Em declarações à estação de rádio RPP, a magistrada lamentou que seu substituto, Tomás Gálvez, "tenha começado a fazer mudanças apesar de seu mandato interino" e apesar do fato de que "eu pedi muito respeitosamente a ele, por escrito, que se abstivesse de fazer grandes mudanças, já que as equipes que haviam sido formadas estavam trabalhando e fazendo importantes conquistas".

Em meados de setembro, o JNJ abriu um processo contra Espinoza, alegando que ela havia cometido uma falta muito grave e violado a lei ao não executar a resolução que reintegrava seu antecessor, Benavides, como chefe da Procuradoria, enquanto Espinoza denunciava ter sido submetida a um "processo repleto de ilegalidades".

Em julho passado, Espinoza também denunciou a pressão do Congresso, com até quatro processos constitucionais buscando sua desqualificação por até dez anos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contenido patrocinado