Europa Press/Contacto/Sebastian Barros - Arquivo
O atual procurador-geral da Colômbia está preso no mesmo caso.
O ex-ministro acusa o país centro-americano de "perseguição" contra ele.
MADRID, 3 jun. (EUROPA PRESS) -
A justiça guatemalteca emitiu na segunda-feira um mandado de prisão contra o ex-ministro da Defesa da Colômbia Iván Velásquez e a procuradora-geral do país, Luz Adriana Camargo, pelos supostos crimes de associação ilícita, obstrução da justiça, tráfico de influência e conluio, no âmbito do caso de corrupção da Odebrecht.
O anúncio foi feito pelo chefe da Promotoria Especial contra a Impunidade do país centro-americano, Rafael Curruchiche, em um vídeo publicado na rede social X, no qual ele também destacou que um alerta foi notificado à Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) para que "essas pessoas possam ser detidas em qualquer país".
Velásquez, que trabalhou com Camargo na Comissão Internacional Contra a Impunidade na Guatemala (CICIG), é acusado de dirigir uma "estrutura criminosa" que favoreceu empresários da construtora Odebrecht e fez com que o Estado guatemalteco perdesse mais de 3 bilhões de quetzales", ou cerca de 340 milhões de euros.
No mesmo caso, o sistema judiciário guatemalteco "decretou a revelia" e emitiu um mandado de busca e apreensão para outras oito pessoas, incluindo ex-funcionários de alto escalão e ex-funcionários do país.
"O Ministério Público reafirma seu compromisso de combater a corrupção e a impunidade na Guatemala e de garantir que todos enfrentem o peso total da lei", disse o promotor.
Velásquez acusou Cuchurriche e a procuradora-geral da Guatemala, Consuelo Porras, porque, segundo ele, "eles estendem sua perseguição contra Luz Adriana Camargo e contra mim". Minha solidariedade com os ex-funcionários e tantos cidadãos guatemaltecos que a acusação forçou ao exílio", acrescentou em uma mensagem publicada em sua conta no site de rede social X.
A promotoria guatemalteca já apontou o dedo para o ex-ministro com o presidente colombiano, Gustavo Petro, no início de 2023, pela suposta aprovação de acordos de cooperação irregulares com dois diretores brasileiros da empresa de consultoria Odebrecht que teriam ocorrido em 2017.
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