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Juiz afastado do caso para evitar "medo de parcialidade" entre as partes
MADRID, 7 out. (EUROPA PRESS) -
A Justiça da Argentina ratificou o processo contra o ex-presidente do país Alberto Fernández (2019-2023) por violência de gênero contra sua ex-companheira, Fabiola Yanez, ao rejeitar na segunda-feira os argumentos de sua defesa, embora tenha concordado em afastar o juiz do caso, Julian Ercolini, para evitar um possível viés no processamento.
Um tribunal federal tomou essa decisão depois que os advogados do ex-presidente solicitaram, na semana passada, o encerramento do caso em uma audiência na qual Fernández denunciou "ações judiciais, midiáticas e políticas para me anular social e politicamente", segundo o 'Clarín', e na qual ele apontou diretamente contra Ercolini.
A agência afastou esse magistrado "a fim de eliminar qualquer receio de parcialidade que as partes pudessem ter", já que, segundo o acusado, ele era amigo de Ercolini até se irritar com suas decisões, de acordo com o jornal argentino.
No entanto, os juízes Ángela Ledesma, Alejandro Slokar e Guillermo Yacobucci - que tomaram essa medida por unanimidade - apoiaram as ações de Ercolini em relação ao caso, de modo que o julgamento contra o ex-presidente por lesões leves e agravadas devido à violência de gênero e ameaças coercitivas continua aberto.
Em 14 de agosto, o promotor federal Ramiro González solicitou um julgamento oral e público para Fernández, que pode pegar até 15 anos de prisão se for condenado por esses crimes.
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