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MADRID, 23 ago. (EUROPA PRESS) -
O sistema judiciário da Argentina determinou que o ex-diretor da Agência de Deficiência, Diego Spagnuolo, não poderá deixar o país em meio a uma investigação sobre suborno, depois de sua demissão na quinta-feira após o aparecimento de várias gravações de áudio que o incriminam em um esquema de corrupção.
A mesma medida foi estabelecida contra empresários e outros funcionários públicos também envolvidos em um escândalo no qual supostamente existe uma rede de "coleta e pagamento de subornos relacionados à compra e fornecimento de medicamentos, afetando diretamente os fundos públicos", conforme declarado na ação movida pelo advogado Gregorio Dalbón, representante da ex-presidente Cristina Fernández em casos anteriores.
As autoridades judiciais também fizeram buscas na casa de Spagnuolo, bem como em outras instalações pessoais e públicas - um total de 15 buscas - e apreenderam dois telefones celulares, cédulas, uma máquina de contar dinheiro e documentos do ex-funcionário de alto escalão, de acordo com o jornal argentino 'La Nación'.
A operação policial ainda está ativa com o objetivo de interceptar equipamentos e documentos que permitirão que a investigação avance e esclareça os fatos.
Além de Spagnuolo, a denúncia também menciona os irmãos Milei, o assessor de Karina, Eduardo 'Lule' Menem, e o proprietário da empresa de comércio de medicamentos Suizo Argentina, Eduardo Kovalivker. Os acusados teriam cometido "crimes de suborno, administração fraudulenta, negociações incompatíveis com o exercício de funções públicas e violação da lei de ética pública".
A denúncia se baseia em áudios vazados na tarde de quarta-feira pelo canal de streaming Carnaval e posteriormente captados pela mídia local, como o 'Clarín', nos quais Spagnuolo admite a existência de um sistema de "cobrança ilegal" envolvendo o chefe de Estado, sua irmã e os outros três acusados. "Do que eles cobram pelos medicamentos, você tem que colocar 8%, tem que trazer para a Suíça e nós levamos até a Presidência", disse o chefe da Agência de Deficiência.
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