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MADRID 12 jun. (EUROPA PRESS) -
Um tribunal da Argentina está analisando um pedido da ex-presidente do país, Cristina Fernández, para cumprir uma sentença de seis anos por corrupção em sua casa em Buenos Aires, uma decisão para a qual ordenou a preparação de um relatório socioambiental.
O juiz Jorge Gorini está examinando esse pedido feito pelos advogados de Fernández, que argumentaram em seu resumo, ao qual o jornal 'Página12' teve acesso, que "a prisão domiciliar é uma medida adequada para garantir o cumprimento da sentença sem afetar a dignidade ou as condições humanas dos requerentes e que, de forma alguma, significa um privilégio pessoal, muito menos implica impunidade para a pessoa condenada".
A defesa da ex-presidente argumentou sua idade - Fernández tem 72 anos - para solicitar essa medida, já que é "uma obrigação do Estado (...) garantir a segurança daqueles que ocuparam o poder executivo no passado".
"Os ex-presidentes da Nação contam com um serviço de segurança específico, a cargo da Divisão de Custódia de ex-presidentes da Polícia Federal", afirma o documento, embora avise que a atual líder do Partido Justicialista (PJ) perderia essa proteção se entrasse em um centro penitenciário.
A ex-presidente e seus advogados esperam que o magistrado se pronuncie antes de expirar o prazo de cinco dias úteis que ele estabeleceu para que ela se entregue às autoridades e seja detida, uma ordem que ele manteve, rejeitando o pedido dos promotores Diego Luciani e Sergio Mola, que solicitaram a detenção imediata de Fernández e do restante das oito pessoas condenadas no mesmo caso.
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