Publicado 23/08/2025 22:41

O sistema judiciário argentino começa a analisar os telefones apreendidos do ex-diretor da Agência de Deficiência.

RÚSSIA, MOSCOU - 1º DE AGOSTO DE 2025: Esta ilustração mostra o ícone do Telegram Messenger na tela de um telefone celular
Europa Press/Contacto/Sofya Nazarova

MADRID 24 ago. (EUROPA PRESS) -

A justiça argentina começou a analisar o conteúdo dos dois telefones celulares apreendidos na véspera do ex-diretor da Agência de Deficiência, Diego Spagnuolo, como parte de uma investigação sobre a cobrança de subornos, após sua demissão na quinta-feira devido ao aparecimento de vários áudios que o incriminam em um esquema de corrupção.

Os aparelhos apreendidos foram enviados para a Direção Geral de Investigações e Apoio Tecnológico à Investigação Criminal (DATIP), cujos peritos já começaram a baixar as primeiras mensagens, para depois analisar seu conteúdo, segundo o jornal 'La Nación', citando fontes judiciais.

A investigação em andamento é uma resposta a uma denúncia baseada em áudios vazados na tarde de quarta-feira pelo canal de streaming Carnaval, em que Spagnuolo admitiu a existência de um sistema de "coleta ilegal" envolvendo o chefe de Estado e sua irmã - Javier e Karia Milei - bem como o assessor de Karina, Eduardo 'Lule' Menem, e o proprietário da empresa de comércio de medicamentos Suizo Argentina, Eduardo Kovalivker.

De acordo com a denúncia, os acusados teriam cometido "crimes de suborno, administração fraudulenta, negociações incompatíveis com o exercício de funções públicas e violação da lei de ética pública". No entanto, o governo argentino insistiu que se trata de uma "operação" destinada a prejudicar o partido governista no período que antecede as próximas eleições.

UM MOMENTO "DIFÍCIL E CONFUSO

A vice-presidente da Argentina, Victoria Villarruel, aproveitou a situação "difícil e confusa" para reivindicar sua vontade e sua capacidade de ação, distanciando-se ainda mais dos irmãos Milei.

"Este é um momento difícil e confuso. Não é fácil tomar decisões políticas. Mas eu não sou uma figura decorativa: eu cumpro o papel que a Constituição me dá", disse a vice-presidente em declarações emitidas na província de Chubut, no sul do país, e divulgadas pela mesma mídia.

Na mesma linha, Villarruel afirmou que deve isso aos argentinos que a elegeram para o cargo de vice-presidente da nação e defendeu o fato de que, "além dos eventos políticos", ela cumpre seus deveres "com probidade".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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