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MADRID 30 mar. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Egito, Abdelfatá al Sisi, apelou ao seu homólogo norte-americano, Donald Trump, para que ponha fim à guerra no Irã, afirmando que somente ele é capaz de conseguir a cessação das hostilidades com Teerã.
“Ninguém além do presidente Trump poderia impedir a guerra. Em meu nome, em nome da humanidade e dos amantes da paz, por favor, ajude-nos a deter esta guerra. O senhor é capaz de fazê-lo”, afirmou o mandatário egípcio no início do fórum energético EGYPES, que está ocorrendo no Cairo.
Nesse sentido, ele admitiu que a atual crise energética causada pela guerra no Irã é a maior da história moderna, apontando ainda para um “duplo impacto” de escassez de abastecimento e aumento de preços que poderia elevar os custos do combustível, mas também dos fertilizantes e da agricultura.
Diante disso, ele instou pelo fim da guerra, uma vez que “a continuação do conflito terá repercussões perigosas na economia global”. Al Sisi advertiu, nesse sentido, que a guerra só resulta em “perda e destruição”, alertando que ninguém sai ganhando com essa situação.
O Egito, envolvido em esforços diplomáticos há meses, participou, juntamente com a Turquia e a Arábia Saudita, de um processo de contatos para promover uma reunião entre os Estados Unidos e o Irã em Islamabad para negociar o fim da guerra, que, segundo as autoridades paquistanesas, ocorrerá “nos próximos dias”.
Desde o início do conflito, seu presidente alertou sobre o grave impacto que a instabilidade no Estreito de Ormuz tem sobre o comércio internacional.
“Estamos atentos às possíveis consequências da guerra, incluindo o fechamento do Estreito de Ormuz e seu impacto no Canal de Suez”, alertou no início de março, quando já havia avisado que a passagem pelo Canal de Suez “não voltou ao seu nível normal” desde os ataques do Hamas em outubro de 2023 contra Israel, que resultaram na ofensiva em Gaza.
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