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MADRID 8 mar. (EUROPA PRESS) -
Nas últimas horas, famílias sírias, em sua maioria alauítas, começaram a chegar ao Líbano, fugindo do surto de violência entre as forças de segurança das novas autoridades sírias e grupos armados considerados simpatizantes do regime do ex-presidente Bashar al-Assad na costa do Mediterrâneo, no oeste do país.
Centenas de famílias estão chegando ao Líbano desde a noite de sexta-feira pela fronteira norte do país, especificamente pela planície de Akkar, carregando produtos básicos. Elas atravessaram a pé o rio Naher el Kabir, que serve de fronteira natural entre os dois países, de acordo com o jornal libanês "L'Orient-Le Jour".
Os deslocados foram acomodados em instalações nas regiões de maioria alauíta da planície de Akkar e outros foram acomodados em casas de parentes na área de Jabal Mohsen, um bairro de maioria alauíta de Trípoli, a segunda maior cidade do país e a mais importante do norte do Líbano.
O prefeito da cidade de Tal Biré, Abdel Hamid Saqr, explicou que mais de 150 famílias chegaram somente a esse município e advertiu que elas estão em condições "extremamente difíceis". Elas foram acomodadas na prefeitura, em uma sala próxima à mesquita e em algumas casas.
Já foi iniciado um processo para realizar um censo e identificar todas as famílias que chegaram nas últimas horas e fornecer-lhes acomodação na cidade.
Pelo menos 534 pessoas foram mortas nas últimas horas, de acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, que alerta em particular para mais de 330 alauítas "executados" pelas forças de segurança sírias no oeste do país.
Milhares de alauítas foram abrigados na área de Akkar desde o início da guerra na Síria, em 2011, e as autoridades locais apelaram por mais recursos do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e de outras organizações internacionais, bem como das autoridades libanesas.
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