Moawia Atrash/dpa - Arquivo
MADRID, 24 ago. (EUROPA PRESS) -
O governo dos Estados Unidos deixou de considerar a Síria um país patrocinador do terrorismo após 47 anos na lista oficial norte-americana e a pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A retirada da Síria ocorre após o término, na última sexta-feira, do prazo de revisão pelo Congresso da decisão do governo Trump de retirar Damasco da lista, na qual o país figurava desde 1979. Agora, restam na lista apenas Cuba, Irã e Coreia do Norte.
O próprio Trump publicou em sua rede social pessoal uma mensagem do ministro das Relações Exteriores da Síria, Hasán al Shaibani, na qual ele comemora a medida. “Fechamos uma página sombria da história da Síria com o fim dessa classificação imposta pelas políticas do antigo regime de 1979”, afirmou Al Shaibani em uma mensagem na qual menciona o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e o embaixador e enviado norte-americano Tom Barrack.
Os países incluídos na lista não têm acesso a ajuda dos Estados Unidos, à compra de armamento americano nem à importação de certas mercadorias e tecnologias; portanto, agora se abre a porta para que empresas americanas participem da reconstrução do país após anos de guerra.
“A retirada dessa designação, juntamente com o levantamento das sanções, apoiará a recuperação econômica, criará as condições necessárias para os esforços de reconstrução e promoverá o comércio e o investimento, de forma a servir aos interesses do povo sírio e contribuir para a segurança e a estabilidade regionais”, destacou recentemente o Ministério das Relações Exteriores da Síria.
Trump tem sido um dos principais defensores das autoridades instaladas após a queda do regime de Bashar al Assad em dezembro de 2024, em consequência de uma ofensiva de jihadistas e rebeldes liderada pelo Hayat Tahrir al Sham (HTS), um grupo terrorista liderado na época pelo atual presidente Ahmed al Shara.
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