Publicado 09/04/2026 11:09

A Síria reabre a passagem de fronteira com o Líbano após tê-la fechado devido às ameaças de Israel

BEIRUTE, 6 de abril de 2026  -- Foto tirada em 6 de abril de 2026 mostra o posto fronteiriço de Masnaa, entre o Líbano e a Síria. O posto fronteiriço de Masnaa, no Líbano — principal porta de entrada terrestre do país para a Síria e o interior do mundo ár
Europa Press/Contacto/Taher Abu Hamdan

MADRID 9 abr. (EUROPA PRESS) -

As autoridades sírias reabriram nesta quinta-feira o posto fronteiriço de Jdeidet Yabus com o Líbano, em uma iniciativa para retomar as operações normais de trânsito em meio à crise no Oriente Médio e apesar da incerteza sobre se a trégua acordada entre os Estados Unidos e o Irã se aplicará também ao Líbano.

A reabertura, decretada pela Autoridade Geral de Portos e Alfândegas, ocorre após uma suspensão de seis dias, depois que Israel ameaçou atacar a rodovia do lado libanês, alegando que ela é utilizada pela milícia xiita Hezbollah para fins militares.

O fluxo de passageiros tem voltado gradualmente à normalidade, com um aumento no número de chegadas e partidas após a retomada das operações, informou a agência de notícias síria SANA.

A Autoridade afirmou que a passagem continuará operando dentro dos marcos civis e legais estabelecidos, com todas as medidas necessárias em vigor para garantir a segurança dos passageiros e facilitar procedimentos eficientes de entrada e saída. Também fez um apelo aos viajantes para que cumpram as instruções da administração e, assim, garantam o funcionamento sem contratempos.

Anteriormente, o Conselho de Ministros do Líbano já havia informado sobre a reabertura de sua parte da passagem de fronteira, embora com medidas reforçadas para garantir a segurança do tráfego de passageiros e mercadorias e para prevenir o contrabando.

Essa medida ocorre após as recentes tensões decorrentes da ofensiva em grande escala do Exército israelense no Líbano e após a ameaça de atacar a rodovia que leva ao posto de Masna, no Líbano, alegando que o Hezbollah utiliza essa via para fins militares. Diante dessas ameaças, Damasco fechou temporariamente o posto e defendeu que ele se destina exclusivamente ao uso civil e não é utilizado para fins militares nem por grupos armados.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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