MADRID 15 jul. (EUROPA PRESS) -
O Ministério do Interior anunciou nesta quarta-feira a prisão do coronel Ahmed Habib Ali, que estava encarregado dos depósitos de gás sarin e da fabricação de produtos químicos durante o mandato do presidente Bashar al Assad.
O Ministério do Interior informou que as forças de segurança sírias prenderam Ali — que foi chefe do Centro de Estudos e Pesquisas Científicas (SSRC) e responsável pelos depósitos de gás sarin e pela fabricação de produtos químicos da chamada Unidade 417— na província de Latakia.
“De acordo com as investigações iniciais, o acusado é um dos militares que supervisionaram a fabricação de cerca de vinte bombas carregadas com gás sarin, cada uma delas pesando 250 quilogramas, que foram utilizadas em ataques contra cidades e vilarejos sírios entre 2013 e 2017”, indicou em um comunicado.
O Ministério iniciou uma investigação para documentar “todos os crimes que lhe são atribuídos”, a fim de que ele possa ser encaminhado às autoridades judiciais competentes no âmbito da campanha de prisões contra ex-funcionários acusados de cometer violações durante o conflito sírio.
A Unidade 417 foi uma instalação militar fundamental do Exército sírio durante o mandato do presidente Bashar al Assad, localizada a leste da capital, Damasco, e responsável pela produção, armazenamento e distribuição de armas químicas, incluindo gás sarin.
Várias investigações indicam que nessa instalação, juntamente com outra conhecida como Unidade 419, localizada na região de Homs, foram fabricadas as armas químicas utilizadas contra a população civil durante a guerra civil síria, incluindo o devastador ataque em Guta, em agosto de 2013.
A prisão de Ali ocorre após a Síria ter sido readmitida, na semana passada, na Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), que havia suspendido o país em 2021 após determinar que suas forças aéreas utilizaram gás sarin contra a população.
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