Publicado 21/08/2026 23:25

Síria e França se unem contra a impunidade dos crimes com armas químicas cometidos pelo regime anterior

Archivo - Arquivo – 8 de dezembro de 2025, Damasco, Síria: Helicópteros sírios realizam uma exibição aérea na Praça dos Omíadas, em comemoração ao primeiro aniversário da queda do Partido Baath e do regime de Assad. Os sírios lotam as ruas do centro de Da
Europa Press/Contacto/John Wreford - Arquivo

MADRID 22 ago. (EUROPA PRESS) -

As autoridades da Síria e da França reafirmaram nesta sexta-feira sua disposição de esclarecer e punir os crimes cometidos com armas químicas durante o antigo regime sírio, coincidindo com o décimo terceiro aniversário do ataque perpetrado em 21 de agosto de 2013 contra Guta Oriental e Mouadamiyat al Sham, nos arredores de Damasco.

Em uma declaração conjunta divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores da França, ambos os países prestaram homenagem às vítimas e transmitiram suas condolências e solidariedade aos familiares, ao mesmo tempo em que reiteraram seu compromisso com “a prestação de contas e a justiça, e a luta contra a impunidade”.

De acordo com o mesmo comunicado, a Síria sofreu mais de 200 ataques com armas químicas entre o final de 2012 e a queda do regime anterior, em dezembro de 2024. Esses episódios causaram a morte de mais de 1.500 pessoas, entre elas mulheres e crianças, segundo estimativas coletadas por Paris.

Nesse contexto, as autoridades sírias solicitaram sua adesão à Aliança Internacional contra a Impunidade pelo Uso de Armas Químicas, iniciativa que a França avaliou positivamente, considerando-a uma demonstração do compromisso de Damasco com o fortalecimento dos mecanismos de prestação de contas e a luta contra a impunidade.

A decisão ocorre após uma visita realizada pelo presidente francês, Emmanuel Macron, à Síria nos dias 6 e 7 de julho, uma viagem que — segundo Paris — abriu uma nova etapa nas relações bilaterais, refletindo a vontade de ambos os países de deixar para trás o legado do período anterior para avançar rumo a uma relação baseada na cooperação e no respeito mútuo.

A França e a Síria também destacaram o trabalho da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) para esclarecer as circunstâncias relacionadas ao antigo programa sírio de armas químicas, bem como para localizar e verificar os elementos que ainda permanecem e avançar em sua destruição em coordenação com as novas autoridades sírias.

Ambos os governos também comemoraram o fato de a Síria ter recuperado recentemente seus plenos direitos e privilégios no âmbito da OPAQ e manifestaram seu apoio aos trabalhos da organização para resolver as questões ainda pendentes e fortalecer o sistema internacional de proibição de armas químicas.

Tanto Damasco quanto Paris situaram esses esforços no objetivo comum de preservar a memória das vítimas, consolidar o princípio da prestação de contas e evitar que ataques dessa natureza voltem a ocorrer.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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