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MADRID, 10 jul. (EUROPA PRESS) -
As autoridades instaladas na Síria após a queda do regime de Bashar al Assad, em dezembro de 2024, descreveram como “um passo histórico” a restauração de seus direitos na Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), suspensos em 2021, ainda durante o mandato do ex-presidente.
O ministro das Relações Exteriores da Síria, Asaad al Shaibani, afirmou que essa decisão “reflete a recuperação da posição internacional da Síria”, antes de comemorar que a resolução tenha sido aprovada “com um consenso sem precedentes entre os Estados-membros” do órgão internacional.
“Expressamos nossos sinceros agradecimentos à nossa missão em Haia e a todos os Estados-membros por esse apoio”, destacou ele em uma mensagem nas redes sociais, na qual ressaltou o “papel fundamental” desempenhado pelo Catar, bem como “seus valiosos esforços e seu apoio contínuo para alcançar esse marco”.
Por sua vez, o embaixador dos Estados Unidos na Turquia e enviado para a Síria, Thomas Barrack, parabenizou Damasco “pela restauração de seus direitos e privilégios” no órgão, que descreveu como “um marco significativo que reflete os notáveis avanços do novo governo sírio e seu compromisso com uma participação internacional responsável”.
A OPAQ anunciou sua decisão na quinta-feira, após considerar que ocorreu “uma mudança significativa nas circunstâncias” após a queda de Al Assad devido a uma ofensiva de jihadistas e rebeldes, antes de acrescentar que a suspensão de Damasco ocorreu depois que as autoridades sírias “não declararam a totalidade de seu programa de armas químicas” e “utilizaram esse tipo de armamento no contexto da guerra civil desencadeada em 2011”.
Al Assad fugiu da Síria em dezembro de 2024 diante do avanço em direção a Damasco de jihadistas e rebeldes liderados pelo Hayat Tahrir al Sham (HTS), considerado um grupo terrorista e então liderado pelo atual presidente de transição, Ahmed al Shara, que, desde então, tem promovido uma aproximação com o Ocidente — especialmente com os Estados Unidos —, o que também lhe rendeu críticas por parte de fundamentalistas que, até então, eram seus aliados.
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