Publicado 06/05/2026 07:19

A Síria desmantelou uma suposta "célula" do Hezbollah que planejava o assassinato de "altos funcionários" sírios

Archivo - Arquivo - HASAKAH, 6 de fevereiro de 2026  -- Foto tirada em 6 de fevereiro de 2026 mostra veículos do exército sírio em Hasakah, na Síria. Uma delegação das autoridades de defesa da Síria chegou na sexta-feira à cidade de Hasakah, no nordeste d
Europa Press/Contacto/Monsef Memari - Arquivo

O grupo libanês rejeita as acusações e afirma que “não tem presença nem atividade em território sírio”

MADRID, 6 maio (EUROPA PRESS) -

As autoridades da Síria anunciaram o desmantelamento de uma suposta “célula” ligada ao partido-milícia xiita libanês Hezbollah, que planejava “atos de sabotagem” e o assassinato de “altos cargos” do governo instaurado após a queda, em dezembro de 2024, do regime de Bashar al Assad.

O Ministério do Interior sírio indicou em um comunicado que as forças de segurança “desferiram um golpe preventivo e bem-sucedido contra um plano terrorista contra a segurança e os símbolos do país” por meio de “operações simultâneas” nas províncias de Campina de Damasco, Aleppo, Homs, Tartus e Latakia.

Assim, o ministério destacou que os agentes “desmantelaram uma célula afiliada ao Hezbollah, cujos membros se infiltraram em território sírio após receberem treinamento intensivo e especializado no Líbano”. “As investigações preliminares revelam que a célula planejava atos de sabotagem que incluíam o assassinato sistemático de altos cargos do governo”, afirmou.

O ministério publicou fotografias do “arsenal de equipamentos militares” apreendido, incluindo explosivos de fabricação artesanal, lança-granadas, fuzis de assalto, granadas e munições. Além disso, publicou as fotografias de onze pessoas que figuram entre os detidos nas referidas operações.

Por sua vez, o Hezbollah voltou a rejeitar as acusações de Damasco, tal como fez no passado após operações semelhantes, e insistiu que o grupo “não tem presença nem atividade em território sírio”, conforme noticiado pela emissora de televisão libanesa Al Manar.

O grupo afirmou que as repetidas acusações da Síria “levantam sérias dúvidas” e insistiu que elas, na verdade, confirmam a existência de grupos que “buscam gerar tensão e conflito entre os povos sírio e libanês”. Assim, afirmou que qualquer ameaça à segurança da Síria é uma ameaça à do Líbano.

Por fim, o Hezbollah enfatizou que “nunca foi um grupo que trabalhe para desestabilizar qualquer Estado nem para atentar contra a estabilidade de seu povo”, antes de ressaltar que continua focado na defesa contra o “inimigo sionista e seus projetos expansionistas, que são inimigos tanto do Líbano quanto da Síria”.

As autoridades instaladas na Síria após a queda de Al Assad devido a uma ofensiva de jihadistas e rebeldes liderados pelo Hayat Tahrir al Sham (HTS) — cujo líder, Ahmed al Shara, é agora o presidente de transição —, lançaram nos últimos meses várias operações contra o Hezbollah, aliado do ex-presidente.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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