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MADRID, 21 (EUROPA PRESS)
As autoridades sírias receberam com satisfação o levantamento das sanções econômicas impostas pela União Europeia contra o regime do ex-presidente Bashar al-Assad, uma decisão que elas descreveram como "histórica" e na qual viram "o início de um novo capítulo nas relações" entre o país árabe e a UE-27.
O Ministério das Relações Exteriores aplaudiu a medida em uma declaração na qual enfatizou o "compromisso" da UE com o processo de "transição da Síria para um futuro baseado na estabilidade, nos direitos humanos, na recuperação econômica e na cooperação internacional".
A pasta diplomática também agradeceu a Bruxelas por "seu apoio ao povo sírio em sua reconstrução", lembrando que o país árabe "herda (...) uma infraestrutura devastada (e) uma economia desarticulada", e ressaltou que essa decisão da UE "melhorará a cooperação política e de segurança (e) garantirá benefícios mútuos" para ambas as partes.
Além disso, as autoridades do país árabe atribuíram o levantamento das sanções pela UE à "resistência dos sírios dentro e fora do país". "Com o apoio de intensas campanhas de divulgação nas capitais europeias, eles desempenharam um papel fundamental na preparação do caminho para novas parcerias baseadas em confiança, transparência e cooperação", acrescentou.
"Hoje, mais do que nunca, a Síria precisa de amigos, não de obstáculos. Buscamos verdadeiros parceiros para reconstruir nossas cidades, reconectar nossa economia ao mundo e curar as feridas do conflito. E a Síria busca elevar esse relacionamento de mero apoio humanitário para uma verdadeira parceria econômica e política. Nossos interesses compartilhados em estabilidade e prosperidade exigem que aprofundemos a cooperação e o engajamento ativo", conclui a nota.
A ONU ACOLHE "ALÍVIO MAIS SUSTENTÁVEL" NAS MEDIDAS DA UE
Também comentando o anúncio da UE, o enviado especial da ONU para a Síria, Geir Pedersen, disse nas mídias sociais que "apreciava o fato de o bloco ter passado rapidamente das medidas anteriores - suspendendo restrições em setores-chave como energia e bancos - para uma flexibilização mais sustentável".
"A decisão de hoje é importante para apoiar o povo sírio em seus esforços para construir um futuro inclusivo, pacífico e justo", acrescentou.
O porta-voz do Secretariado da ONU, Stéphane Dujarric, reagiu de forma semelhante, chamando a suspensão das sanções de "um desenvolvimento bem-vindo, que esperamos que ajude o povo sírio, todo o povo sírio, a reconstruir suas vidas e sua economia".
Os ministros das Relações Exteriores da UE concordaram na terça-feira em suspender as sanções econômicas remanescentes contra a Síria devido à repressão do antigo regime de Assad, uma decisão que a UE deseja "ajudar a construir uma Síria nova, inclusiva e pacífica".
A suspensão, no entanto, não afeta as medidas coercitivas diretamente relacionadas aos responsáveis pelas violações dos direitos humanos durante a presidência de Assad, que continuam em vigor.
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