Publicado 24/08/2025 23:47

Síria confirma conversas "avançadas" sobre acordo de segurança com Israel

O presidente sírio Ahmed al Shara, ao centro, acompanhado por jornalistas árabes.
PRESIDENCIA DE SIRIA EN TELEGRAM

MADRID 25 ago. (EUROPA PRESS) -

O presidente sírio de transição, Ahmed al Shara, confirmou neste domingo que o país árabe está em um estágio "avançado" para chegar a um acordo de segurança com Israel que respeite a linha de separação demarcada após o fim da guerra árabe-israelense de 1973, que o exército israelense tem atacado repetidamente, aproveitando a derrubada do governo de Bashar al Assad em dezembro de 2024.

Isso foi anunciado pelo presidente durante uma reunião com a mídia árabe, na qual ele destacou que há mais chances de se chegar a um pacto com as autoridades israelenses do que de outra forma, embora tenha descartado que este seja o momento certo para um acordo de paz com o país vizinho.

No entanto, nessa reunião, relatada por meios de comunicação como Al Nahar e Sky News Arabia, Al Shara defendeu que "qualquer acordo com Israel será baseado somente na linha de armistício de 1974" e que ele "não hesitará em aceitar" um pacto que beneficie seu país e o resto da região.

Essas declarações coincidem com a chegada neste domingo do enviado especial dos EUA para a Síria e o Líbano, Tom Barrack, a Israel, onde se reuniu com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, justamente para discutir as relações entre os três países.

SOBRE AS RELAÇÕES ENTRE BEIRUTE E DAMASCO

Na mesma reunião, Al Shara falou sobre as relações entre seu governo e as autoridades libanesas, pedindo para "superar as tragédias do passado e estabelecer relações baseadas em interesses compartilhados, estabilidade e integração econômica".

Nesse sentido, ele garantiu que "renunciou às feridas que o Hezbollah infligiu à Síria", referindo-se às atividades da milícia xiita libanesa em apoio ao ex-presidente do país, Bashar al-Assad, durante a guerra civil.

"O Líbano sofreu com as políticas de ambos os Assads e ambos os países precisam escrever uma nova história e libertar suas memórias do legado do passado", acrescentou, reconhecendo que "o investimento da Síria na polarização sectária e política libanesa foi um grave erro para ambos os países e não deve ser repetido".

Portanto, ele defendeu seu desejo de que as relações com o país vizinho sejam baseadas em relações "de Estado para Estado" e longe das intervenções e políticas que prejudicaram Beirute e Damasco no passado.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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