MADRID, 18 ago. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores da Síria, Asaad al Shaibani, acordou nesta terça-feira com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que o material nuclear descoberto recentemente no país, associado ao antigo regime do presidente Bashar al Assad, permaneça sob custódia síria após ter sido determinado que não representa perigo.
Al Shaibani destacou em uma coletiva de imprensa ao lado do diretor da AIEA, Rafael Grossi, que, em 17 de julho, as autoridades sírias enviaram um aviso à agência da ONU, alertando sobre a presença de material nuclear “em um local não declarado” pertencente ao antigo regime.
“A Síria confirma, com base em uma série de avaliações técnicas, que esses materiais não representam uma ameaça e que permanecerão sob salvaguardas nacionais sírias e sujeitos à supervisão do órgão”, afirmou.
Além disso, reafirmou o direito “legal” da Síria de utilizar energia nuclear para fins pacíficos, em conformidade com suas obrigações internacionais. “Continuaremos garantindo as condições necessárias para o tratamento desses materiais e seu armazenamento seguro”, acrescentou.
Por sua vez, Grossi também confirmou em suas redes sociais que pôde visitar as “toneladas de urânio natural” descobertas recentemente pelas autoridades sírias em um “local não declarado nos arredores de Damasco”.
“Acordamos com o governo que o material não declarado será verificado e estará sujeito às salvaguardas de rotina da Agência. Visitamos um local onde estão armazenadas grandes quantidades de grafite, o que também está relacionado às atividades nucleares passadas em Deir EzZor”, afirmou.
Grossi também visitou as instalações nucleares de Deir Ezzor, no nordeste do país, tornando-se o primeiro diretor-geral na história da agência a entrar no local após 18 anos de fechamento, como parte de sua viagem ao país nos dias 17 e 18 de agosto.
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