Europa Press Canarias - Europa Press - Arquivo
Com base nos dados coletados como resultado do decreto real, o departamento entende que o sistema de recepção das Ilhas Canárias "triplicaria" o valor mínimo proposto pelo governo para um sistema de recepção comum.
VALVERDE (EL HIERRO), 29 (EUROPA PRESS)
A ministra da Juventude e da Infância, Sira Rego, anunciou nesta quinta-feira que o governo espanhol estaria "pronto" para decretar a contingência migratória extraordinária para as Ilhas Canárias "em breve", um pedido que já havia sido emitido e, portanto, solicitado pelo executivo regional.
"Já estaríamos em condições de decretar essa contingência migratória extraordinária porque, evidentemente, com os dados que manejamos do Ministério da Juventude e da Infância, (...) pudemos fazer essa aproximação de como teria que ser o mínimo do sistema de recepção ordinário em todos os territórios e verificamos que, efetivamente, o caso das Ilhas Canárias triplicaria o sistema de recepção", explicou.
As declarações do Ministro Rego foram feitas minutos antes de realizar uma reunião com o Presidente do Cabildo de El Hierro, Alpidio Armas, como parte de uma visita institucional à ilha.
CONDOLÊNCIAS ÀS VÍTIMAS
Da ilha, ele expressou seu pesar pela tragédia "terrível e extremamente dolorosa" ocorrida ontem em El Hierro, com o naufrágio de um cayuco, após o qual, até o momento, sete pessoas morreram. "É necessário que façamos uma reflexão coletiva como sociedade e que também nos concentremos nas políticas de migração em termos gerais que existem na Europa e que afetam particularmente nosso país", disse ele.
"Acho importante que abordemos a possibilidade de oferecer rotas legais e seguras para que ninguém tenha que arriscar suas vidas no mar", acrescentou. A ministra também expressou sua solidariedade com as pessoas afetadas, bem como com os serviços públicos, as autoridades locais e as forças de segurança do Estado que intervieram na emergência de ontem no porto de La Restinga.
Ao mesmo tempo, ela lembrou o "compromisso e a determinação" do Governo do Estado em desenvolver e implementar o decreto real para a distribuição de menores migrantes, em outras palavras, a reforma do artigo 35 da Lei de Imigração, que permite um sistema de recepção em "nível de país, porque essa é uma questão nacional".
"Nenhum território pode ser deixado para trás. Nenhuma criança pode ser deixada para trás. Portanto, a partir daí, gostaria de reiterar mais uma vez o compromisso do Ministério da Juventude e da Infância e, claro, do governo espanhol, de nos fornecer um sistema, neste caso, um sistema de recepção digno, que permita uma política de recepção vinculativa e solidária para crianças, para menores, em todos os territórios", argumentou o chefe do departamento.
"COMPROMISSO E DETERMINAÇÃO" PARA A DISTRIBUIÇÃO
Ela também lembrou a intenção do governo de começar com as transferências neste verão, mas não se esqueceu de lamentar o atual "bloqueio" do Partido Popular nessa questão, que atrasa "a aplicação desse decreto real, que é uma lei e, portanto, obrigatório". Nesse sentido, ele pediu ao partido que deixasse de lado a "política partidária" para se concentrar, como um país, nos direitos das crianças.
Com relação à saída desse decreto real, Rego lembrou que a proposta do governo para o sistema de assistência social ordinária, que consistiria em um número de 32 crianças por 100.000 habitantes, ou seja, o número mínimo de vagas a serem acolhidas pelos sistemas de assistência social das comunidades autônomas, já foi enviada ao Comitê de Trabalho.
Após esse número "decisivo", ele também anunciou que a contingência migratória extraordinária para as Ilhas Canárias seria decretada em breve, já que, dado o tamanho do sistema, com a referência de 32 vagas por 100.000 habitantes, "o caso das Ilhas Canárias triplicaria o sistema de recepção ordinário".
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático