PRESIDENCIA DE ECUADOR/JUAN DIEGO MONTENEGRO
MADRID 24 jun. (EUROPA PRESS) -
Sindicatos e organizações sociais e indígenas do Equador apresentaram um pedido ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE) para revogar o mandato do presidente equatoriano, Daniel Noboa, e da vice-presidente, María José Pinto, à medida que crescem a tensão e a insegurança no país.
“Esperamos que o CNE faça valer a Constituição e cumpra este procedimento e este pedido que estamos fazendo”, afirmou José Villavicencio, presidente da União Geral dos Trabalhadores do Equador (UGTE), em uma coletiva de imprensa, conforme noticiado pelo jornal ‘El Diario’.
A este sindicato também se uniram a União Nacional de Educadores (UNE) e a Confederação Nacional de Organizações Camponesas, Indígenas e Negras do Equador (Fenocin). Todos juntos convocaram uma marcha pelas ruas do norte de Quito, a capital, para se dirigirem à sede do órgão eleitoral e exigirem a “atenção” necessária.
Trata-se do segundo pedido desse tipo apresentado ao CNE por organizações da sociedade civil equatoriana, com base no mecanismo previsto na legislação do país.
Andrés Quishpe, presidente da UNE, afirmou aos presentes que “hoje, ser jornalista ou defensor dos direitos humanos é um risco, pois você pode ser assassinado em sua própria casa ou ter sua família envolvida em processos de criminalização”. “Isso é motivo suficiente para que Noboa volte para casa”, esclareceu.
É por isso que fizeram um apelo aos trabalhadores, mulheres, artistas e ambientalistas para que se unam à demanda, tendo em vista que o mandato expira em 2029. No entanto, a Constituição estabelece que ele pode ser destituído após o primeiro ano de governo e um ano antes do término do mandato.
Para isso, é necessário reunir um grande número de assinaturas, que representem pelo menos 15% do cadastro eleitoral; ou seja, cerca de dois milhões de votos. A medida surge em um momento de profunda crise: com o prolongamento do chamado conflito interno e os diversos estados de exceção declarados pelo governo.
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