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MADRID 24 jun. (EUROPA PRESS) -
A Central Unitária dos Trabalhadores (CUT) manifestou sua total rejeição ao próximo governo do ultradireitista Abelardo de la Espriella, vencedor das eleições presidenciais na Colômbia por uma margem estreita, ao considerar que ele será “fascista” e “neoliberal” e estará “movido pelo ódio e pela perseguição ao adversário”.
Em um comunicado, a CUT alertou que o próximo Executivo estará “submetido a interesses externos e será propenso à ingerência”. “Ele tenderá a fazer uso excessivo da força para alcançar seus objetivos políticos”, lamentou, antes de manifestar sua “total oposição”.
Enquanto aguarda que a Secretaria Eleitoral da Colômbia conclua o processo de recontagem detalhada, que deverá ser validado pelos juízes para apresentar os resultados oficiais definitivos, o sindicato, um dos maiores do país, alertou que o novo governo será caracterizado pela “ingerência aberta, descarada e inaceitável dos Estados Unidos nos assuntos internos” do país.
“Isso decorre do apoio que, durante a campanha eleitoral, o presidente dos Estados Unidos (Donald Trump) a Abelardo de la Espriella e das propostas que hoje são apresentadas para que a Colômbia adira ao chamado Escudo das Américas, um projeto voltado para restabelecer a subordinação da América Latina e do Caribe aos interesses geopolíticos dos Estados Unidos”, denunciou a organização.
Além disso, a organização aventou que a política será marcada pela “estigmatização e perseguição aberta contra aqueles que se opuserem aos seus postulados e decisões”, palavras com as quais aludiu à postura do candidato, que assegurou em várias ocasiões que acabará com seus rivais políticos.
“Isso remete a episódios dolorosos de nossa história recente, como os 7.837 ‘falsos positivos’ ocorridos durante o governo de Álvaro Uribe, bem como à resposta repressiva do governo de Iván Duque diante da revolta social, que deixou cerca de 86 pessoas assassinadas, centenas de feridos e mais de 100 jovens com lesões oculares permanentes”, afirma o texto.
“Essa política de estigmatização já está sendo anunciada pelo senhor Abelardo De la Espriella contra o sindicalismo, a Fecode, os jornalistas e outros setores sociais e políticos. Em uma frase: destruir a esquerda e perseguir a oposição, traços característicos do fascismo”, destacou a CUT.
Por isso, afirmou que se trata de uma “ortodoxia neoliberal que fracassou tanto no âmbito internacional quanto no nacional”. “Isso levará a um aumento da desigualdade, do desemprego e da pobreza”, esclareceu, ao mesmo tempo em que enfatizou que sua figura “representa exatamente o oposto do que o governo de Gustavo Petro encarna”.
“Nós nos opomos ao governo fascista e neoliberal de Abelardo De la Espriella. Consequentemente, a Central se coloca à disposição para a construção conjunta, com as demais forças políticas, sociais, sindicais e populares, de uma grande Frente Ampla pela Vida, capaz de articular esforços e fortalecer a defesa da paz, da vida digna, da democracia e da soberania nacional”, concluiu.
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