Europa Press/Contacto/Omar Ashtawy
MADRID 1 jun. (EUROPA PRESS) -
O Sindicato de Jornalistas Palestinos destacou no domingo o delicado estado de saúde do jornalista Ali Samoudi, que foi preso em Jenin (Cisjordânia) no final de abril, e pediu à comunidade internacional que intervenha "urgentemente" e o "resgate".
A organização atribuiu a "séria deterioração" da saúde de Samoudi, de 58 anos, à "negligência médica" da administração da prisão israelense, que não lhe forneceu adequadamente o "tratamento contínuo" necessário para as doenças crônicas de que ele sofre, de acordo com um relatório do sindicato citado pela agência de notícias palestina Wafa.
Parentes do detento relataram que ele também tinha fragmentos de estilhaços na cabeça como resultado de disparos das forças israelenses contra ele enquanto cobria protestos anteriores, e que ele também mostrava sinais de ter sido submetido a tortura após sua prisão.
Al Samoudi foi preso em 29 de abril em Jenin, no norte da Cisjordânia, depois que um agente israelense entrou em sua casa e destruiu seus pertences antes de prendê-lo.
Al Samoudi estava acompanhando a conhecida correspondente da al-Jazeera Shirin abu Akle no dia em que, em 2022, ela foi baleada na cabeça enquanto cobria uma operação militar na cidade, embora ambos estivessem usando capacetes e coletes de imprensa.
O detento também foi atingido por balas israelenses na ocasião, mas sobreviveu e foi um dos poucos jornalistas que continuou a fazer reportagens em Jenin após os ataques de 7 de outubro de 2023.
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