Publicado 01/06/2026 13:58

Sikorski (Polônia): A UE não deveria “ficar refém” da unanimidade para impor sanções

Pede regras a serem aplicadas após a adesão de novos países à UE

O ministro das Relações Exteriores, da União Europeia e da Cooperação, José Manuel Albares (ao centro), e o vice-primeiro-ministro da Polônia, Radoslaw Sikorski (à direita), durante o evento intitulado “Europa: Somos capazes de chegar a um acordo?”, no Pa
David Zorrakino - Europa Press

BARCELONA, 1 jun. (EUROPA PRESS) -

O vice-primeiro-ministro polonês, Radoslaw Sikorski, afirmou que a União Europeia (UE) não deveria “ser refém” de um único país que atua sob a influência de um terceiro na hora de impor sanções, em referência ao poder de veto dos membros devido à necessidade de unanimidade nessas decisões.

Ele fez essa afirmação nesta segunda-feira na 41ª Reunião do Cercle d'Economia, que acontece até quarta-feira no Palau de Congressos de Catalunya, na sessão “Europa: Somos capazes de chegar a um acordo?”, com o ministro das Relações Exteriores, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares.

Sikorski lamentou que o sistema atual “não seja justo” e que deva ser alterado, uma vez que também facilita que um pequeno grupo de países possa organizar uma minoria de bloqueio.

De qualquer forma, ele afirmou que, diante da dificuldade de alterar os tratados da UE, deveriam se concentrar em temas que não exijam a modificação desses textos e que “requeiram apenas compromissos por parte dos Estados-membros”.

Diante da possibilidade de ampliar a União Europeia, Sikorski lembrou que os tratados estabelecem que qualquer país europeu pode se candidatar e que, para ele, um país é europeu quando a maior parte de seu território está no continente, em referência à Turquia.

Ele acrescentou que, caso essa ampliação ocorra, serão necessários mecanismos a serem aplicados após a adesão à UE para evitar que o espírito da União seja colocado em risco.

DEFESA

Sikorski explicou que a autonomia estratégica europeia em matéria de defesa deve ser desenvolvida em harmonia com os Estados Unidos e lamentou que as empresas americanas não estejam conseguindo atender à demanda europeia.

Por isso, defendeu que as empresas americanas do setor de defesa produzam na Europa e que haja um aumento nos gastos dos países europeus.

Ele afirmou que a necessidade desse aumento nos gastos com defesa é uma das lições da guerra na Ucrânia e garantiu que seu país gastará “o que for necessário em defesa para não voltar a ser uma colônia russa”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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