Europa Press/Contacto/Luis Barron
MADRID 21 jan. (EUROPA PRESS) - A presidente do México, Claudia Sheinbaum, rejeitou que a extradição de 37 pessoas para os Estados Unidos nas últimas horas seja uma resposta às pressões de Washington, num momento em que a Casa Branca endureceu o tom em sua luta contra os cartéis, e argumentou que se trata de “uma decisão soberana”.
Sheinbaum explicou que este tipo de decisões são tomadas após analisar todas as considerações relativas à política e à segurança nacional do país. “O México está em primeiro lugar acima de tudo”, sublinhou esta quarta-feira durante a sua habitual conferência de imprensa matinal.
Nesse sentido, a presidente mexicana negou que essa decisão tenha relação com a última ligação telefônica que teve com seu homólogo americano, Donald Trump, mas sim com as conversas dos grupos de trabalho sobre segurança de ambos os países. “Não é ‘vocês pedem e pronto’. Há uma análise sobre se é importante para o México, se há colaboração, quais são os perfis. É uma relação de coordenação e colaboração”, explicou Sheinbaum, que detalhou que, embora muitos desses 37 fossem extraditáveis, cada caso é analisado de forma particular. Na véspera, as autoridades mexicanas informaram a extradição de 37 membros de diferentes organizações criminosas “que representavam uma ameaça real à segurança do país” a pedido do Ministério Público dos Estados Unidos.
Entre os presos enviados aos Estados Unidos estão alguns líderes proeminentes do crime organizado, como José Gerardo Álvarez Vásquez, conhecido como “El Indio” ou “El Chayan”, considerado líder do Cartel Beltrán Leyva; ou o segundo no comando dessa organização, Pedro Inzunza Noriega, conhecido como “El Señor de la Silla”.
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