Publicado 21/07/2026 13:26

Sheinbaum se recusa a comentar sobre a pena de prisão perpétua imposta a “El Mayo” e exorta os jovens a se afastarem da criminalidad

Archivo - Arquivo - A presidente do México, Claudia Sheinbaum, se pronuncia sobre as declarações feitas pelo chefe da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA), Terry Cole, após a histórica confissão de culpa de Ismael “El Mayo” Zambada em um tribunal f
Europa Press/Contacto/Carlos Santiago - Arquivo

MADRID 21 jul. (EUROPA PRESS) -

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, se recusou nesta terça-feira a fazer uma avaliação pessoal sobre a recente sentença de prisão perpétua que um tribunal norte-americano impôs ao ex-chefe do Cartel de Sinaloa, Ismael 'El Mayo' Zambada, mas exortou os jovens a se afastarem do crime organizado relacionado ao narcotráfico.

“Se aproximar de um grupo criminoso é se aproximar da morte. É isso mesmo: é uma vida de privações e uma vida em que a única coisa que receberão é maus-tratos e nenhuma esperança”, destacou Sheinbaum, que criticou a mitificação que, por tantos anos, foi feita do estilo de vida do narcotraficante.

“Essas figuras foram glorificadas”, denunciou a presidente, que também questionou as declarações de ‘El Mayo’ durante o julgamento, nas quais ele encorajou a juventude mexicana a se afastar do crime organizado. “Vindo de quem vem, é difícil citar isso”, disse ela em sua coletiva de imprensa matinal desta terça-feira.

Sheinbaum lembrou que, nos últimos anos de governo, tem-se trabalhado contra o crime organizado, dedicando atenção especial às causas, e exortou os jovens a nunca verem na criminalidade uma opção de vida, “independentemente do que ‘El Mayo’ tenha dito”.

Da mesma forma, diante das perguntas da imprensa, Sheinbaum voltou a considerar “óbvia” a participação das autoridades americanas na trama de traição entre chefes do Cartel de Sinaloa que resultou na prisão de ‘El Mayo’, como prova de que, ao mesmo tempo, elas se gabam da operação e afirmam que nunca tiveram nada a ver com isso. “É uma contradição”, constatou ela.

Um tribunal federal dos Estados Unidos condenou nesta segunda-feira ‘El Mayo’ Zambada à prisão perpétua por diversos crimes de tráfico de drogas e crime organizado, depois que ele se declarou culpado para evitar a pena de morte.

A prisão de “El Mayo” em julho de 2024 não esteve isenta de polêmica, pois teria ocorrido, conforme denunciou o próprio chefe do cartel, graças a um acordo de colaboração entre o outro clã rival do cartel, o dos Guzmán Loera, e o governo dos Estados Unidos, em troca de benefícios penitenciários.

Zambada foi detido em 25 de julho de 2024 em um aeroporto de Santa Teresa, Novo México, perto de El Paso, após chegar em um avião particular com o filho de Joaquín “El Chapo” Guzmán, Joaquín Guzmán López, que o entregou após um acordo com as autoridades de Washington, sem o conhecimento do governo mexicano.

O narcotraficante afirmou, em uma carta em agosto de 2025, que foi “sequestrado” por Guzmán quando, sob falso pretexto, compareceu a um encontro em um rancho nos arredores da cidade de Culiacán. Lá, o levaram para uma “sala escura”, onde foi imediatamente “emboscado” por um grupo de homens que lhe colocaram um capuz na cabeça após espancá-lo e o colocaram algemado no avião.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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