Cristian Leyva / Zuma Press / Europa Press / Conta
MADRID 16 jun. (EUROPA PRESS) -
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, anunciou nesta terça-feira que seu país rejeitará o pedido de extradição do governador de Sinaloa, Rubén Rocha Moya, e de outros altos funcionários caso os Estados Unidos não apresentem as provas que sustentam suas acusações de tráfico de drogas e de ligações com o crime organizado.
“Se os Estados Unidos não apresentarem as provas, esse pedido de detenção urgente poderá ser rejeitado, independentemente da investigação conduzida pelo Ministério Público”, afirmou a presidente durante sua habitual coletiva matinal à imprensa, segundo informa o jornal ‘La Jornada’.
Nesse sentido, Sheinbaum explicou que se trata de um processo habitual ao se solicitar a extradição de um suspeito, da mesma forma que o México tem feito quando solicita a entrega de pessoas às autoridades americanas.
No final de maio, Rocha Moya, que foi afastado temporariamente do cargo enquanto a investigação segue em andamento, compareceu voluntariamente à Procuradoria-Geral do México por suas supostas ligações com o Cartel de Sinaloa.
Sheinbaum criticou abertamente essas acusações, alegando a falta de provas que sustentem as acusações feitas contra Rocha Moya, o promotor adjunto do estado, Dámaso Castro, e o prefeito de Culiacán, Juan de Dios Gámez, entre outros, e sugeriu que, por trás disso, está o interesse de Washington em se intrometer indevidamente nos assuntos internos do país, com o objetivo de influenciar as eleições de 2027.
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