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MADRID 23 abr. (EUROPA PRESS) -
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, optou por desqualificar os candidatos às eleições judiciais de junho que tenham qualquer tipo de relação com o crime, depois que o presidente do Senado, Gerardo Fernández Noroña, afirmou que entre os 3.000 aspirantes há "defensores de traficantes de drogas".
Sheinbaum afirmou que, se houver algum caso que não esteja de acordo com os princípios da constituição, seja por ter relações com o crime organizado ou por não estar de acordo com os parâmetros de seleção, as alegações podem ser feitas apesar do fato de o infrator hipotético já estar na cédula de votação.
"Do meu ponto de vista particular, e vamos ver o que o tribunal decide, poderia, mesmo que ele já esteja na cédula, ser possível tomar uma medida cautelar ou desqualificar a pessoa", disse ele em uma coletiva de imprensa na quarta-feira.
No entanto, ele enfatizou que "todas as provas" que atestam esses supostos comportamentos incompatíveis com o judiciário devem ser apresentadas. "Até o momento, cabe à última instância, que é o Tribunal Eleitoral, definir isso", explicou.
Essas declarações respondem às do presidente do Senado, que denunciou que entre os 3.000 aspirantes há "defensores do narcotráfico" e que suas candidaturas devem ser retiradas antes que eles possam ser eleitos durante a eleição de 1º de junho, a primeira do gênero a ser realizada no México após uma reforma constitucional promovida pelo ex-presidente Andrés Manuel López Obrador.
"Eles não devem participar, pois não cumprem o requisito constitucional de probidade", disse Noroña, para quem seria "lamentável" se advogados ou juízes que libertaram traficantes de drogas de forma credenciada participassem do processo.
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