Publicado 01/03/2025 00:40

Sheinbaum pede que a Espanha se desculpe pelas "atrocidades" cometidas durante a conquista

A presidente do México, Claudia Sheinbaum Pardo, durante a cerimônia do funeral de Estado em comemoração ao 500º aniversário da execução de Cuauhtémoc, o último hueytlatoani do império mexicano, na praça principal Zocalo, em 28 de fevereiro de 2025, na Ci
Europa Press/Contacto/Carlos Santiago

MADRID 1 mar. (EUROPA PRESS) -

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, reiterou nesta sexta-feira que a Espanha deve se desculpar pelas "atrocidades cometidas contra os mexicanos" durante a conquista e pelo "assassinato cruel" de Cuauhtémoc, o último tlatoani ou rei-sacerdote asteca, que assumiu o comando para defender seu povo em meio à conquista espanhola.

"Com a colônia, foi estabelecida uma hierarquia social com base na origem étnica das pessoas e surgiu o abominável racismo, que ainda permanece em algumas pessoas e que queremos erradicar completamente", disse ela, acrescentando que "essa petição é um engrandecimento do povo e do governo espanhol, para reconhecer que houve atrocidades".

Sheinbaum acrescentou, em um evento no Zócalo da Cidade do México para comemorar o 500º aniversário da morte de Cuauhtémoc, que esse reconhecimento "fortalece os povos nativos". "No México ainda existe um tremendo racismo por parte de um setor que vem de lá", disse ela.

"Não convidamos o rei da Espanha para a cerimônia de posse. Porque quando o presidente (Andrés Manuel) López Obrador pede perdão, ele o faz de uma forma muito respeitosa, em uma carta pessoal dirigida ao chefe do Estado espanhol, que é o rei", apontou Shinbaum, em referência à sua recusa em convidar o rei Felipe VI para sua posse em 1º de outubro, porque o monarca não respondeu à carta enviada a ele por López Obrador em 2019, exigindo um pedido público de desculpas da Espanha pelo passado colonial.

"E o rei não responde. Mas eles iniciaram uma campanha contra o presidente López Obrador, na Espanha. Muito racista. Como se eles fossem superiores. E eles vazam um pedaço da carta, imagine só", disse ele.

O pedido foi feito inicialmente pelo ex-presidente Andrés Manuel López Obrador em 2019, o que causou um esfriamento nas relações diplomáticas entre o México e a Espanha. Em 2022, López Obrador relatou uma "pausa" nos laços com Madri.

O motivo apresentado na época foi o saque que ele alegou que as autoridades e empresas espanholas cometeram no México nos últimos anos, com a conivência daqueles que o antecederam no cargo, em particular Felipe Calderón e Enrique Peña Nieto.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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