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MADRID, 11 jun. (EUROPA PRESS) -
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou nesta quinta-feira que conversarão “escola por escola” e “sem intermediários” para desbloquear o atual processo de negociação com a Coordenadora Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), sugerindo que talvez não estejam realmente informando sobre os acordos e propostas.
Sheinbaum explicou que, a partir de agosto, conversarão com as bases e os centros educacionais sobre essas demandas e as propostas do governo, uma vez que a atual discussão com os sindicatos se encontra em impasse, sendo o sistema que regula a contratação de professores para o sistema público (USSICAM) um dos principais motivos de atrito entre as partes.
A consulta será feita diretamente com os professores, disse ela durante sua coletiva de imprensa matinal desta quinta-feira. “Sem intermediários, escola por escola, porque, em vez de ficarmos limitados a uma representação sem saber realmente se todos são informados dos acordos ou propostas que são feitos, é melhor irmos direto”, enfatizou.
No entanto, ele esclareceu que continuará o diálogo com a CNTE, com a qual ainda se está “negociando muitas coisas”, mas que o governo não pode ficar “apenas nessas reuniões”, ainda mais quando eles decidiram continuar com seus protestos nesta mesma quinta-feira, segundo informa o jornal ‘La Jornada’.
Desde o último dia 1º de junho, os professores do sistema público se manifestam por melhorias salariais e trabalhistas, bem como contra mecanismos como a USICAMM, que pedem para ser eliminada por considerarem que ela é burocrática, carece de transparência e não leva em conta a antiguidade na hora de promover e atribuir novos cargos.
Além disso, protestam também por melhorias econômicas, aposentadorias, falta de recursos e de pessoal em algumas regiões do país.
Sheimbaum destacou que quer saber se os professores estão cientes de todas as propostas que o Executivo mexicano vem apresentando na mesa de negociação para melhorar suas condições. “Talvez não chegue a informação de que haverá mais vagas para professores em Oaxaca ou de que está sendo dado apoio às escolas”, observou.
“Vamos nos reunir com os professores para lhes dizer diretamente o que estamos fazendo”, insistiu Sheinbaum, ao mesmo tempo em que ressaltou que o direito legítimo à manifestação pacífica dos manifestantes será respeitado. “O México é um país democrático e de liberdades”, sublinhou.
Por sua vez, a CNTE anunciou que, diante da falta de acordos na última reunião de quarta-feira, continuarão acampados no Zócalo da Cidade do México, enquanto a marcha que tinham previsto realizar até o Estádio Azteca, poucas horas antes do início da partida de abertura da Copa do Mundo de futebol, que opõe a seleção local à África do Sul, foi bloqueada por centenas de policiais.
"No contexto da Copa do Mundo, vamos dar visibilidade à nossa luta, à nossa principal reivindicação", disse a representante sindical Elvira Veleces, lembrando que entre as principais reivindicações pelas quais o setor vem protestando desde 1º de junho está a melhoria nas aposentadorias dos professores do sistema público.
Além disso, ela alertou que as mobilizações não serão condicionadas pelo evento futebolístico, mas sim aproveitarão esse cenário para enfatizar ainda mais suas reivindicações. “A luta não termina aqui e, justamente, não se define por um calendário da Copa do Mundo”, destacou, segundo informa o jornal ‘El Universal’.
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