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MADRID 16 abr. (EUROPA PRESS) -
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, reiterou na quarta-feira sua recusa em retomar as relações diplomáticas com o Equador e, de fato, semeou dúvidas sobre a recente vitória eleitoral de Daniel Noboa, que no domingo foi reeleito diante das denúncias da oposição de suposta fraude e que só foram apoiadas por líderes regionais mais à esquerda.
"Não temos relações com o Equador, nem continuaremos a ter relações com o Equador enquanto Noboa for presidente", disse Sheinbaum em sua habitual aparição à imprensa, lembrando que eles interromperam o diálogo após a prisão do ex-vice-presidente equatoriano Jorge Glas, que o México havia recebido em sua embaixada em Quito e dado asilo diplomático.
A presidente mexicana enfatizou que foi justamente Noboa o responsável pela invasão da embaixada mexicana pelas forças de segurança equatorianas, o que ela considera um ataque à "soberania", de acordo com declarações relatadas pelo jornal mexicano 'El Universal'.
"As relações não serão retomadas e, além disso, sua vitória foi muito duvidosa", acrescentou Sheinbaum, que fez alusão direta às supostas dúvidas expressas pela própria Organização dos Estados Americanos (OEA). Outros líderes regionais, como o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e o venezuelano Nicolás Maduro, também apoiaram as denúncias da líder da oposição Luisa González sobre a suposta fraude eleitoral.
Noboa venceu as eleições do último domingo com 55% dos votos contra González, a candidata do "correísmo", que imediatamente após a apuração das eleições veio a público denunciar um caso de fraude. Entretanto, nem mesmo os partidos de oposição que apoiaram González nessas eleições apoiaram suas alegações.
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