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MADRID 27 jan. (EUROPA PRESS) -
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, negou que a recente decisão de cancelar um envio de combustível a Cuba tenha sido motivada por pressões externas, afirmando que se trata de uma “decisão soberana” da petrolífera estatal Pemex, em meio à escassez que afeta a ilha, especialmente após o corte de grande parte do fornecimento proveniente da Venezuela após a queda do governo de Nicolás Maduro.
Sheinbaum destacou que esta medida, assim como a de oferecer combustível a Cuba “por razões humanitárias”, é “uma decisão soberana” que vem de longa data e ressaltou o compromisso do México contra o bloqueio que os Estados Unidos vêm exercendo há décadas sobre a ilha.
“Tem a ver com uma parte fundamental que, além da posição em relação ao governo cubano, seja qual for o presidente, a relação é com os povos”, disse a presidente do México em sua coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira no Palácio Nacional.
“O México sempre foi solidário e continuará sendo solidário”, reiterou ela em resposta a uma pergunta sobre uma informação do portal Bloomberg sobre o cancelamento de um envio programado para meados de janeiro que acabou não ocorrendo, em meio às pressões dos Estados Unidos. O México vem enviando esses suprimentos a Cuba há décadas. No entanto, nas últimas semanas, o desafio a Washington tornou-se ainda mais delicado depois que o governo Trump acelerou o ritmo na região após o assalto em Caracas, que resultou na prisão do presidente Maduro.
“A decisão de quando enviar, como enviar, é uma decisão soberana e está nos termos do que definir a Pemex, com base nos contratos, ou, em todo caso, do governo”, reiterou a mandatária, que garantiu que da mesma forma será informado quando esses envios forem retomados.
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