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MADRID 25 fev. (EUROPA PRESS) -
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, pediu na terça-feira para manter a "cabeça fria" e não se deixar guiar pelas "frases isoladas" de seu homólogo norte-americano, Donald Trump, que no dia anterior disse que as tarifas de 25% seriam aplicadas como planejado quando a moratória terminasse em 4 de março.
"Temos que analisar tudo o que o presidente Trump diz, por isso sempre digo que temos que manter a cabeça fria e não aceitar frases isoladas", disse a presidente mexicana em sua habitual coletiva de imprensa matinal.
Sheinbaum está confiante de que o México e os Estados Unidos chegarão a um acordo antes do fim do "período de suspensão" que foi acordado em meio às ameaças tarifárias de Trump, sem descartar sequer um telefonema entre os dois líderes.
O presidente explicou que as declarações de Trump se referem à reciprocidade entre as tarifas e que, no caso do México, não há tarifas sobre os produtos norte-americanos. "Permaneceríamos como estamos agora", disse ela.
"Ainda há diálogo com eles sobre a questão de segurança e sobre a questão comercial. Temos que fechar o acordo, mas temos que ouvir toda a declaração. Não cortem a parte em que se fala apenas do México e do Canadá", disse ele.
No dia anterior, durante a coletiva de imprensa conjunta na Casa Branca com o presidente francês Emmanuel Macron, Trump disse que "as tarifas estão avançando, no prazo e no cronograma", acusando o México e o Canadá, bem como "muitos outros países", de terem "maltratado" os Estados Unidos.
"Esse é um abuso que aconteceu ao longo de muitos e muitos anos, e eu nem sequer culpo esses outros países, culpo nossos líderes por permitirem que isso aconteça", disse ele.
Há um mês, Trump suspendeu, por pelo menos um mês, as tarifas de 25% sobre as exportações desses países, com as quais havia ameaçado o México e o Canadá caso não cumprissem uma série de exigências, especialmente as relacionadas à segurança.
O México enviou um contingente de cerca de 10.000 militares para a fronteira comum para conter o tráfico de drogas para os Estados Unidos, destino de mais de 80% de suas exportações. Em troca, Trump se comprometeu a intensificar o combate ao tráfico de armas para o México.
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