Europa Press/Contacto/Luis Barron
MADRID 16 mar. (EUROPA PRESS) - A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou nesta segunda-feira que, embora busquem “um bom relacionamento com os Estados Unidos”, sempre deixarão clara sua discordância, sobretudo quando a soberania e a integridade do país forem postas em causa, enquanto aguardam a marcação de um encontro com seu homólogo norte-americano, Donald Trump.
“Há momentos de desacordo, sobretudo quando se trata de nossa soberania, pois temos que responder, mas buscamos sempre um bom relacionamento com os Estados Unidos e o temos na área de segurança, o temos no comércio”, disse Sheinbaum em sua habitual coletiva de imprensa matinal.
Nesse sentido, ela minimizou o fato de ainda não ter se reunido com o presidente Trump e enfatizou que a “prioridade” está em “manter um bom relacionamento com o governo dos Estados Unidos”, independentemente das reuniões que possam ocorrer entre os dois líderes.
“Vamos continuar buscando sempre um bom relacionamento com os Estados Unidos, dentro do quadro de nossos princípios”, os quais, enumerou Sheinbaum, são o “respeito à soberania e à integridade territorial, responsabilidade compartilhada e diferenciada, respeito e confiança mútua e cooperação sem subordinação”.
Da mesma forma, ela ignorou as referências de Trump ao crime organizado no México e ao seu modelo de segurança, sinalizando que não lhe cabe avaliar suas palavras. “No México, quem governa é o povo do México. Quem nos elegeu foi o povo e respondemos ao povo do México”, concluiu.
Sheinbaum se pronunciou dessa forma depois de ser questionada sobre as últimas ameaças que o presidente Donald Trump lançou contra Cuba, à medida que cresce a incerteza sobre algum tipo de intervenção na ilha, como já ocorreu na Venezuela no início do ano e, mais recentemente, no Irã.
A mandatária mexicana voltou a defender o direito dos povos à sua própria autodeterminação, sem interferências externas. “Cabe aos cubanos definir seu governo e haverá coisas com as quais concordaremos, haverá coisas com as quais não, mas seu povo não deve sofrer, nunca”, enfatizou.
Nesse sentido, ela ressaltou que a posição do México contra o bloqueio que sufoca a ilha há quase sete décadas sempre foi constante e lembrou que esse tipo de restrição não prejudica o governo, mas sim os povos.
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